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terça-feira, 10 de março, 2026

Moradora de Ribas doa medula e salva paciente pelo Redome

Cadastro feito ainda na juventude resultou em transplante realizado em 2025 para paciente brasileiro

Uma moradora de Ribas do Rio Pardo viveu uma experiência marcante ao se tornar doadora de medula óssea após ser convocada pelo Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). O transplante foi realizado em 28 de outubro de 2025 e beneficiou um paciente brasileiro que aguardava por compatibilidade.

O cadastro da doadora havia sido feito anos antes, quando ela tinha 18 anos, durante uma campanha realizada no município. Na época, ela já participava de ações de doação de sangue promovidas por voluntários locais e decidiu também se inscrever no banco nacional de doadores.

Ela conta que começou a doar sangue ainda jovem, logo após atingir os requisitos mínimos para participar das campanhas.

Com o tempo, decidiu incluir seu nome no cadastro de doadores de medula óssea. Mesmo sabendo que a chance de compatibilidade é considerada rara, optou por participar do registro.

Anos depois, recebeu uma mensagem do Redome informando que poderia haver compatibilidade com um paciente e que seria necessário realizar novos exames em Campo Grande para confirmar a possibilidade de doação.

Após a coleta de sangue para análise, iniciou-se um período de espera que poderia durar até 180 dias. A confirmação veio pouco antes do prazo final. Questionada se gostaria de continuar com o processo, ela aceitou imediatamente.

Mãe de duas crianças pequenas na época, precisou organizar a rotina familiar para viajar até São Paulo, onde seriam realizados os exames complementares e o procedimento de coleta.

No centro especializado, recebeu orientações médicas sobre as duas formas possíveis de doação: por punção na região da bacia ou por aférese, método indicado para o caso dela.

Na técnica utilizada, o doador recebe medicação por alguns dias para estimular a produção de células-tronco no sangue. Em seguida, o sangue é coletado por uma máquina que separa as células necessárias e devolve o restante ao organismo.

Todo o processo foi realizado em unidade especializada e custeado pelo Redome, pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) e pelo Ministério da Saúde. A coleta durou cerca de seis horas.

Ao todo, ela permaneceu nove dias em São Paulo para cumprir todas as etapas do procedimento. O período longe da família foi considerado o momento mais difícil da experiência.

Após a coleta, havia ainda a possibilidade de uma segunda doação caso a quantidade de células fosse insuficiente. Quando recebeu a confirmação de que o material coletado já atendia às necessidades do transplante, descreveu o momento como de grande emoção.

Por questões de segurança e sigilo, o doador não recebe informações detalhadas sobre o paciente que recebeu a medula. Ela sabe apenas que o transplante foi realizado em um brasileiro.

De volta à rotina em Ribas do Rio Pardo, onde trabalha em uma loja de roupas infantis, decidiu compartilhar a experiência para incentivar outras pessoas a se tornarem doadoras.

Segundo o Hemosul, a medula óssea é responsável pela produção das células do sangue e o transplante pode ser a única chance de tratamento para pacientes com doenças que afetam esse sistema.

Para se cadastrar como doador voluntário é necessário ter entre 18 e 35 anos e 9 meses, não possuir doenças infecciosas ou condições que impeçam a doação e realizar o registro em uma unidade da rede Hemosul.

De acordo com dados do Redome, em 2024 sete moradores de Mato Grosso do Sul efetivaram a doação de medula óssea. Ao longo dos anos, mais de 100 pessoas do Estado já foram compatíveis com pacientes e realizaram o procedimento.

Atualmente, Mato Grosso do Sul possui 197.502 cadastros de doadores voluntários registrados entre 2001 e 2025, número que representa milhares de possibilidades de compatibilidade para pacientes que aguardam por um transplante.

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