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sexta-feira, 3 de abril, 2026

Prisão domiciliar é concedida à advogada trêslagoense presa por ligação com o PCC

Decisão foi concedida nesta segunda (15), ficando presa com o uso de tornozeleira eletrônica.

Foi concedida a prisão domiciliar para Kássia Regina Brianez de Assis, de 41 anos, a advogada trêslagoense presa no último dia 10 de agosto em sua casa por estar envolvida em um plano de fuga de alguns integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Agora, Kássia voltará para Três Lagoas (MS) a partir desta quarta (17), onde ficará com tornozeleira eletrônica.

A prisão foi concedida pelo juiz da 15° Vara Federal de Brasília (DF), Francisco Codevila. Quando foi presa, Kássia teve seu notebook e outros documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a “Operação Anjos da Guarda“, sendo presa e transferida para Campo Grande (MS), onde foi transferida para o Presídio Militar, ficando detida na Ala dos Advogados.

Segundo o juiz, a decisão de reverter a prisão em domiciliar foi em consideração do fato que seu filho sofre de TEA (Transtorno do Especto Autista), sendo dependente de seus cuidados.

Na decisão, o juiz Francisco Codevila diz que: “Assinalo, desde já, que a investigada só pode deslocar-se apenas para eventuais emergências médicas dela e de seu filho. Assim como para acompanhamento do filho nas consultas para tratamento do autismo, mediante comunicação dos endereços dos locais em que estas são realizadas, comprovando a ocorrência mediante atestado médico. Poderá, também, deixar a residência para atender aos chamados da Justiça e Polícia Federal, no interesse da investigação/instrução apresentando a devida ressalva/certidão. Deve o Juízo Deprecado, do local de residência da investigada, intimar a investigada para prestar, mensalmente, a este Juízo, mediante relatório circunstanciado, as informações do monitoramento realizado”.

Informações coletadas depois de análise no computador de Kássia apontaram o plano de resgate de lideranças da facção. Ainda com as investigações da PF no relatório analisado, tinha um recado dizendo que caso não houvesse a negociação após o sequestro dos funcionários, eles deveriam ser mortos.

Outros presos, além de “Marcola”, seriam os alvos do resgate, como Reinaldo Teixeira dos Santos, o “Funchal”, que foi condenado pela morte do juiz Antônio José Machado dias em 2003 a mando do PCC, Valdeci Alves dos Santos, o “Colorido”, Esdras Augusto do Nascimento Júnior; e Edmar dos Santos, o “Quirino”, segundo a PF. Todos eles estão presos em presídios federais.

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