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quinta-feira, 14 de maio, 2026

Deputados de MS dividem votos sobre PEC da Blindagem

Proposta enfrenta resistência no Senado após gerar desgaste político; parlamentares tentam justificar votos

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, aprovada nesta semana pela Câmara dos Deputados, gerou reações intensas nas redes sociais e levou alguns parlamentares a se retratarem publicamente por seus votos favoráveis. A medida, que limita a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) abrir processos penais contra congressistas, foi aprovada em dois turnos e agora segue para análise no Senado.

Em Mato Grosso do Sul, a votação expôs divisões entre os representantes do estado em Brasília. Votaram contra a proposta os deputados Vander Loubet (PT), Camila Jara (PT) e Geraldo Resende (PSDB). Já os parlamentares Dagoberto Nogueira (PSDB), Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL), Luiz Ovando (PP) e Beto Pereira (PSDB) foram favoráveis à PEC.

Nas redes sociais, alguns deputados que inicialmente apoiaram a proposta voltaram atrás e pediram desculpas, classificando o voto como um erro.

A deputada Silvye Alves (União Brasil-GO) afirmou que seu voto foi resultado de forte pressão de “pessoas influentes do Congresso”. “Comecei a receber muitas ligações, dizendo que, [com] a votação contra, eu sofreria retaliações […]. Eu fui covarde e cedi à pressão, por volta de quase 23h, eu mudei meu voto. Eu quero pedir perdão”, declarou.

Também arrependido, o deputado Merlong Solano (PT-PI) justificou sua escolha como parte de uma tentativa de manter diálogo com a presidência da Câmara. “Meu objetivo era ajudar a impedir o avanço da anistia e viabilizar a votação de pautas importantes para o povo brasileiro”, explicou.

Pedro Campos (PSB-PE), irmão do prefeito de Recife, reconheceu o erro: “A PEC passou do jeito que nós não queríamos, inclusive com a manobra para voltar o voto secreto. Tenho a humildade de reconhecer que não escolhemos o melhor caminho.”

A PEC da Blindagem foi aprovada com 353 votos a favor e 134 contrários no primeiro turno; no segundo, foram 344 votos a favor e 133 contra. Apesar da ampla aprovação na Câmara, a proposta deve enfrentar maior resistência no Senado, onde a necessidade de 49 votos favoráveis (3/5 dos senadores) pode dificultar sua aprovação final.

A repercussão negativa nas redes sociais e entre juristas aumentou a pressão sobre os parlamentares, especialmente os que representam estados como Mato Grosso do Sul, onde parte da bancada optou por blindar o Congresso diante de processos judiciais.

Com informações Midiamax

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