Pedro Henrique Amaral responde pelo feminicídio de Gilvana de Paula Silva e a tentativa de homicídio de uma idosa de 76 anos em julgamento que começou nesta quarta-feira, 29
Começou na tarde desta quarta-feira, 29, em Três Lagoas, o julgamento de Pedro Henrique Amaral, acusado de matar a ex-companheira Gilvana de Paula Silva em um crime que causou forte comoção no município na época.
A sessão é realizada pelo Tribunal do Júri e presidida pelo juiz residente Rodrigo Pedrini Marcos. O caso será analisado pelos jurados, que irão decidir se o réu será condenado ou absolvido pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público.
O CASO
O crime ocorreu em 21 de março de 2024, quando Gilvana participava do velório da avó, no bairro Santa Luzia. Conforme a denúncia, Pedro Henrique perseguiu a vítima, que dirigia seu veículo acompanhada da vizinha, uma idosa de 76 anos identificada como Maria Isabel Prates, conhecida como “Bel do PT”.
Segundo a investigação, nas proximidades da funerária, o acusado colidiu diversas vezes na traseira do carro conduzido por Gilvana. Em seguida, abordou a ex-companheira e efetuou dois disparos de arma de fogo no peito da vítima, atingindo também a perna esquerda da idosa.
As vítimas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Auxiliadora, porém Gilvana não resistiu aos ferimentos e morreu ainda naquela manhã. A segunda vítima sobreviveu e não sofreu ferimentos graves.
Durante interrogatório, Pedro Henrique relatou que estava ingerindo bebidas alcoólicas quando decidiu seguir a ex-companheira até o velório. Ele também afirmou estar arrependido pelo que fez e declarou que havia comprado a arma de fogo meses antes, em razão de desavenças envolvendo outras pessoas.
Após o crime, o acusado fugiu e se escondeu em uma residência na Vila Piloto, onde foi localizado após denúncias anônimas. Ele acabou preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM).
Durante a investigação, outras sete testemunhas foram ouvidas e relataram detalhes do caso. Também foi realizada perícia no veículo da vítima, onde foram encontradas manchas de sangue.
A arma utilizada no crime, um revólver calibre .38, não foi localizada, apesar das buscas realizadas pelas forças policiais, inclusive com apoio do canil do 2° Batalhão de Polícia Militar. Conforme informado pelo próprio acusado, o armamento teria sido dispensado em um terreno baldio na região da rua Urias Ribeiro, conhecida como “Boiadeira”.
Pedro Henrique foi autuado em flagrante por feminicídio consumado e homicídio qualificado tentado, crimes cujas penas somadas, caso seja condenado, podem chegar a 50 anos de prisão, em caso de condenação. Segundo registros policiais, o réu também possui passagens anteriores por tráfico de drogas e ameaça.


