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Três Lagoas
segunda-feira, 21 de setembro, 2026

Caso Gilvanda: Acusado de matar ex em velório se cala em depoimento

Pedro Henrique Amaral, réu por feminicídio e tentativa de homicídio, optou por não responder perguntas no Tribunal do Júri nesta quarta-feira, 29

Começou por volta das 14h desta quarta-feira, 29, em Três Lagoas, o julgamento de Pedro Henrique Amaral, acusado de assassinar a ex-companheira, a farmacêutica Gilvana de Paula Silva em um crime que chocou o município. Durante a sessão do Tribunal do Júri, o réu exerceu o direito constitucional ao silêncio e não quis se manifestar no interrogatório.

O julgamento ocorre no Fórum da Comarca de Três Lagoas e é presidido pelo juiz residente Rodrigo Pedrini Marcos. A sessão reúne familiares, representantes de órgãos públicos e moradores que acompanham um dos casos de maior repercussão dos últimos anos na cidade.

VÍTIMA SOBREVIVENTE CHEGOU A ALERTAR FARMACÊUTICA SOBRE RELACIONAMENTO ANTES DO CRIME

Antes do interrogatório do acusado, foram apresentados os depoimentos das testemunhas, entre elas a sobrevivente Maria Isabel Prates, conhecida como “Bel do PT”. Ela relatou aos jurados que estava no carro com Gilvana no momento do ataque e afirmou que Pedro Henrique desceu do veículo dele, se aproximou da janela onde a vítima estava e efetuou dois disparos à queima-roupa, atingindo o tórax da farmacêutica, que chegou à ser socorrida e reanimada, porém não resistiu.

Maria Isabel também declarou que conhecia o acusado apenas de nome, mas sabia que ele mantinha um relacionamento conturbado com Gilvana. Segundo a testemunha, a vítima havia decidido encerrar aquela situação e focar na própria vida pouco antes do crime. Durante a ação, Maria foi atingida na perna devido à um dos disparos realizados.

FEMINICIDA PERMANECEU EM SILÊNCIO

Na sequência, um policial militar que atuou na ocorrência também prestou depoimento. Depois disso, Pedro Henrique foi ouvido por videoconferência, diretamente da Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas, onde está preso. Após ser informado de seus direitos pelo magistrado, ele optou por permanecer em silêncio, encerrando a fase de oitivas.

O crime aconteceu em 21 de março de 2024, quando Gilvana participava do velório da avó, no bairro Santa Luzia. Conforme a denúncia do Ministério Público, Pedro perseguiu a ex-companheira, que dirigia o próprio carro acompanhada de Maria Isabel.

Ainda segundo a acusação, o réu colidiu diversas vezes contra a traseira do veículo da vítima nas proximidades da funerária. Em seguida, se aproximou e atirou contra Gilvana, que chegou a ser socorrida ao Hospital Auxiliadora, mas não resistiu aos ferimentos.

Pedro Henrique responde pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, e homicídio qualificado tentado. Em caso de condenação, as penas somadas podem chegar a 50 anos de prisão. Após os depoimentos, o julgamento segue com os debates entre acusação e defesa, antes da decisão final dos jurados, que deve sair ainda nesta quarta-feira, 29.

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