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Três Lagoas
domingo, 15 de março, 2026

Acusados de sequência de mortes em Três Lagoas são condenados a mais de 100 anos de prisão

Aconteceu nesta quarta-feira (29) a segunda etapa do julgamento dos suspeitos envolvidos em uma série de assassinatos ocorridos em Três Lagoas entre dezembro de 2016 e maio de 2017. As investigações apontaram que as mortes estavam relacionadas a uma rixa entre grupos rivais dos bairros Vila Haro e Guanabara.

A detenção dos envolvidos aconteceu em novembro de 2018 durante uma operação conjunta entre Polícia Civil, Policia Militar, Polícia Federal, Policiais do Garras de Campo Grande e apoio aéreo. Onze pessoas envolvidas nos crimes foram localizadas e detidas, sendo duas delas apreendidas, pois eram adolescentes quando as mortes aconteceram.

Nesta etapa foram condenados Maurilio Catania do Amaral, vulgo Polaco, Lucas de Souza Ruiz, vulgo Ak 47, Rogério Moreira de Oliveira, vulgo Sacará e André Lima Silva Filho, vulgo Beiço, que juntos tiveram uma pena de mais de 101 anos de reclusão.

De acordo com a sentença proferida pelo Juiz de Direito Rodrigo Pedrini, André de Lima Silva Filho foi condenado por Homicídio duplamente qualificado, sequestro, corrupção de menores] e constituição em milícia privada, sendo condenado a 21 anos e quatro meses de reclusão; Lucas de Souza Ruiz condenado por Homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e constituição em milícia privada, sendo condenado a 19 anos, 4 meses e 10 dias de reclusão e 12 dias-multa; Maurílio Caetano do Amaral foi condenado por Homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e constituição de milícia privada, sendo condenado a 19 anos, 4 meses e 10 dias de reclusão e 12 dias-multa e Rogério Moreira de Oliveira condenado por Homicídio duplamente qualificado homicídio duplamente qualificado tentado, corrupção de menores e constituição de milícia privada sentenciado a 43 anos, 6 meses e 19 dias de reclusão.

Na primeira etapa do julgamento os réus Leandro Correia Franco, vulgo Jacaré, e Rafael Gomes da silva, vulgo Fazenda, que com base na decisão de culpa do júri fixou a pena dos envolvidos pelos crimes de homicídio tentados e consumados, três homicídios duplamente qualificado, um homicídio tentado duplamente qualificado, corrupção de menores, sequestro e cárcere privado e integrar milícia privada.

A pela fixada aos condenados foi de 96 anos, 6 meses e 26 dias de reclusão em regime fechado, mais o pagamento de 21 dias multa para Leandro, já Rafael foi condenado a 42 anos 5 meses e 18 dias de reclusão em regime fechado.

Os acusados foram levados à Juri Popular, acompanhe o julgamento clicando aqui.

ENTENDA O CASO

A primeira vítima foi Maciel Soares de Sousa Junior, 14 anos, morto a tiros no dia 7 de maio de 2017 no bairro Jardim das Violetas.

segundo corpo, de Paulo Vieira da Silva, foi encontrado às margens da BR-158, saída para Brasilândia, na noite de 8 de maio de 2017. As investigações apontaram que duas pessoas chegaram à casa de Paulo na noite de 7 de maio perguntando o paradeiro de seu filho, Giovani Jorge de Oliveira da Silva conhecido como “Cuduro”, e de Maciel, a vítima disse que não sabia onde as duas pessoas estavam, então foi forçado a entrar em um carro.

Paulo foi levado para uma casa, torturado, morto e seu corpo desovado às margens da BR-158.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, “Cuduro” foi a terceira vítima do grupo e foi pego em uma emboscada. O jovem foi procurado por algumas pessoas que afirmaram saber quem matou seu pai e que o levaria até os assassinos.

“Cuduro” foi levado para o tribunal do crime, foi julgado, “condenado” e morto. Fotos do corpo de Giovani foram compartilhadas em grupos do Whatsapp, mas até hoje o cadáver não foi localizado.

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