Levantamento meteorológico aponta que município liderou índice de precipitação no Estado na primeira quinzena de junho, com acumulado de 129 mm e impacto acima do esperado para todo o mês
Três Lagoas apareceu no topo do ranking estadual de chuvas durante os primeiros 15 dias de junho e registrou o maior volume acumulado em todo Mato Grosso do Sul no período analisado. Dados divulgados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) mostram que o município contabilizou 129,2 milímetros de precipitação, índice muito acima da média histórica prevista para o mês
Segundo o levantamento técnico, o acumulado registrado em Três Lagoas representa cerca de 273% acima da média climatológica de junho, estimada em apenas 34,6 milímetros. O volume colocou a cidade à frente de outros grandes centros monitorados no Estado, consolidando o município como o local com maior concentração de chuvas neste início de mês.

O estudo aponta que as precipitações ocorreram de forma bastante irregular em Mato Grosso do Sul. Enquanto cidades das regiões central, leste e nordeste receberam volumes expressivos de água, municípios localizados no Pantanal, sudoeste e parte da região norte tiveram índices significativamente menores.
Depois de Três Lagoas, os maiores acumulados foram registrados em Campo Grande, com 119,6 milímetros, e Paranaíba, que somou 116,6 milímetros no mesmo período. Em várias localidades, os índices já superaram a média esperada para todo o mês de junho antes mesmo da segunda quinzena começar.
A análise foi elaborada com base em dados coletados por sistemas de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, estações meteorológicas oficiais e pluviômetros automáticos espalhados pelo Estado.
De acordo com os meteorologistas, o cenário evidencia um comportamento climático irregular em Mato Grosso do Sul, com chuvas concentradas em áreas específicas e grande variação entre municípios. Em Três Lagoas, o alto volume registrado nas últimas semanas ajuda a explicar ocorrências recentes relacionadas a alagamentos, erosões em vias públicas e aumento da atenção das equipes municipais em ações preventivas diante das mudanças no clima.


