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terça-feira, 3 de fevereiro, 2026

Terapia de reposição hormonal: mitos e verdades sobre a menopausa

A terapia de reposição hormonal (TRH) é uma prática comum para aliviar os sintomas da menopausa, mas também é alvo de diversos mitos, especialmente entre as pessoas com útero. Nesse período de transição, médicos frequentemente prescrevem hormônios como estrogênio e progesterona para mitigar sintomas como insônia, fogachos, cansaço e perda de libido. A reposição pode ser feita por meio de comprimidos, géis ou adesivos transdérmicos.

No entanto, circulam informações equivocadas que alimentam o estigma em torno dessa terapia, incluindo a ideia de que ela traz riscos excessivos ao corpo e pode causar ganho de peso. Para esclarecer essas dúvidas, a endocrinologista e doutora pela Universidade de São Paulo (USP), Lorena Amato, conversou com à imprensa e explicou os benefícios e riscos da TRH.

De acordo com Amato, a terapia apresenta alguns riscos, como o aumento da possibilidade de trombose venosa, embolia e, em alguns casos, câncer de mama, principalmente quando envolve o uso de estrogênios orais. No entanto, a médica negou a ideia de que a TRH cause ganho de peso, embora reconheça que a progesterona possa, ocasionalmente, levar à retenção de líquidos.

A especialista também destacou que a terapia de reposição hormonal não é indicada para todas as mulheres na menopausa. Ela é recomendada apenas para aquelas que enfrentam sintomas incômodos, como insônia e cansaço extremo. “Algumas mulheres passam pela menopausa sem grandes desconfortos e, com um bom estilo de vida, podem viver bem sem a necessidade de TRH”, afirmou. O tempo de uso da reposição varia de paciente para paciente e pode ser interrompido quando houver contraindicações ou quando a paciente decidir suspender.

Outro ponto importante abordado por Amato é que a terapia de reposição hormonal não tem efeito contraceptivo. Se a TRH for iniciada na perimenopausa, o período que antecede a menopausa, ainda há chances de gravidez, embora remotas, caso a paciente esteja ovulando.

Com isso, é essencial que as mulheres que estão considerando a TRH consultem seu médico para esclarecer dúvidas e avaliar a necessidade da terapia, sempre com base em suas condições e sintomas específicos.

Com informações CNN Brasil

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