Após registrar um boletim de ocorrência por agressão, e passar pelo exame de corpo de delito, vítima detalhou sobre os momentos em que viveu, antes de ser socorrido na última terça (24).
Um fato lamentável envolvendo o jovem Weslei Pereira Krusciako chocou e principalmente indignou os três-lagoenses nesta semana. Após passar pelo exame de Corpo de Delito no IMOL (Instituto Médico e Odontológico Legal) de Três Lagoas, a vítima concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista Rafael Oliveira, onde explicou mais sobre o ocorrido para a Caçula FM.
Weslei relatou que na madrugada da última terça-feira (24), estava com alguns amigos na frente da Lagoa Maior onde realizavam um churrasco. Momentos depois, ao ir embora em sua bicicleta elétrica, fez todo o trajeto rotineiro até sua casa, onde ao passar em uma viela, nas imediações do Bela Vista, foi agredido, desmaiando imediatamente, de onde não lembra mais o que aconteceu e nem de que maneira chegou em casa, recobrando a consciência já no hospital.
Testemunha do estado em que ficou Weslei após a agressão, seu irmão, Wilton Pereira, foi o que relatou alguns momentos após a chegada da vítima na residência. Foi ele que acionou a ambulância após ver o jovem pedindo ajuda. Após receber atendimento, devido ao seu estado de saúde – o maxilar foi deslocado e com graves ferimentos, foi transferido até a Santa Casa de Campo Grande, ficando em observação, de onde tomou conhecimento de toda a repercussão do caso em Três Lagoas, tendo alta hospitalar na última quinta-feira (26).

Wilton, que acompanhou seu irmão enquanto estava internado na capital do estado, também em entrevista, relatou que sentiu desespero ao ver seu irmão naquele estado, onde contou também com a assistência da ativista Paulinha Martinelly – conhecida pelo engajamento em diversos casos de combate à LGBTfobia em Três Lagoas e região. Foi através de Paulinha que o caso tomou dimensão pública, em suas redes sociais, dando todo o apoio ao jovem agredido.
Para a vítima, o que aconteceu consigo possa vir a ser um caso de preconceito – algo que desde que está na cidade, vindo de São Paulo, nunca aconteceu consigo, esperando somente que o caso seja resolvido para poder voltar à sua vida normal, e que o autor da agressão seja encontrado, onde assim, possa ser feita a devida justiça. Agora, a Polícia Civil realiza a investigação do caso, para tentar localizar o autor da agressão à Weslei.


