Geral – 20/03/2013 – 09:03
No total foram 95 apresentações distribuídas por 11 municípios de Mato Grosso do Sul
O Sesi encerrou o Arte no Canteiro, iniciado no dia 1º de dezembro de 2012 e concluído no dia 14 de março deste ano, com um público total de 17.418 pessoas presentes em 95 apresentações realizadas nas cidades de Campo Grande, Três Lagoas, Água Clara, Terenos, Ivinhema, Naviraí, Deodápolis, Dourados, Rio Verde, Ponta Porã e Sonora. Ao longo de três meses, o Projeto buscou sensibilizar os trabalhadores sobre a prevenção aos acidentes de trabalho, o combate ao alcoolismo, o uso racional da água e da energia elétrica e a limpeza do local de trabalho.
Segundo o superintendente do Sesi, Michael Gorski, o total de expectadores superou a meta inicial de 8 mil pessoas e também a segunda projeção de 16 mil trabalhadores beneficiados. “A superação das duas metas estabelecidas demonstrou a aceitabilidade do público para com o Arte no Canteiro. Na prática, o Projeto comprovou que a indústria e os trabalhadores enxergaram nessa proposta uma forma de obter informações que contribuísse para evitar os acidentes no local de trabalho”, avaliou.
Identificação
Ele acrescenta que o Sesi está movendo todos os esforços possíveis para reduzir o número de ocorrências de acidentes indo aonde o trabalhador está. “A partir desse Projeto vamos dar continuidade aos trabalhos por meio de outras ações disponibilizadas pelo Sesi”, declarou. Para a gerente de educação e cultura do Sesi, Simone de Figueiredo Cruz, o Arte no Canteiro proporcionou grande identificação do público com os personagens apresentados na peça.
“Esse Projeto encantou e trouxe novo significado à vida dos trabalhadores, pois muitos conseguiram se identificar com os personagens apresentados. Com isso nós acreditamos que haverá mais consciência no uso dos equipamentos de segurança”, disse Simone Cruz. Já a produtora cultural do Projeto Arte no Canteiro no Estado, Andrea Freire, destacou a boa repercussão do trabalho junto aos trabalhadores, principalmente, os da indústria da construção civil.
“Tivemos um resultado positivo, tanto na Capital, quanto no interior do Estado, onde dificilmente há peças de teatro. Sem dúvida o Projeto trouxe uma oportunidade de aprender de forma diferenciada e o fato de a iniciativa ter sido levada pelo Sesi favoreceu a receptividade do público, pois a entidade é bem respeitada”, avaliou Andrea Freire.
Estrutura
Com uma estrutura diferenciada, que inclui palco montado em forma de andaimes, guindaste de construção para transportar os atores suspensos por cabos de aço com performances marcantes e arquibancadas com baldes típicos da construção civil, o Projeto levou arte ao ambiente de trabalho em uma combinação de humor, ação, criatividade e informação. A iniciativa do Sesi foi fruto da percepção e preocupação com o aumento do número de acidentes com esses trabalhadores, já que este número é proporcional ao crescimento do mercado da construção civil, que se encontra em um bom momento, e é o setor que mais emprega no País.
Os problemas de segurança encontrados diariamente nos canteiros foram tratados na peça com um enfoque que, mesmo pautado em normas técnicas, privilegiou uma abordagem mais humana e divertida dos conteúdos. Também foram focadas questões como a utilização dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e o manuseio dos materiais dentro da obra. A ação buscou motivar e instalar a mudança de comportamento e combater os principais problemas presentes nesta área de trabalho, focando a saúde do trabalhador da construção civil, o controle ao desperdício de materiais e a questão do cuidado com o meio ambiente. Questões mais delicadas, como o alcoolismo, também foram abordadas nas encenações.
Fonte: Assessoria de Comunicação / Divulgação


