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Servidores querem definição de reajuste e dormem na Assembleia

Política – 10/05/2012 – 07:05

Das quatro categorias de servidores estaduais que conversaram com os deputados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul durante a tarde e a noite desta quinta-feira (9), apenas a dos servidores administrativos na área de educação vão ter alguma resposta ainda nesta sexta-feira.

O líder do Governo na Casa, Junior Mochi (PMDB), prometeu se reunir com o governador do Estado ainda nesta quinta e levar a conversa para discussão na sessão desta sexta-feira. Para garantir a promessa, os cerca de cem servidores que permanecem na Casa de Leis vão dormir no local.

“Os deputados se comprometeram a não votar o projeto nesta sexta porque o líder do Governo, Júnir Mochi, se comprometeu a pedir ao governador André Puccinelli para reabrir as negociações com a gente”, explicou o secretário de finanças da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul) Jaime Teixeira.

Ele conta que a categoria divergiu de vários pontos da atual proposta do Governo do Estado. “Nós não aceitamos 6% de reajuste para todos. Propomos 17%, mas podemos discutir outro valor, desde que o aumento seja linear, ou seja, abranja a todas as categorias”, completou.

Em cenário atípico para a Casa de Leis, servidores chegaram ao início da tarde e começaram a se instalar. Para o almoço, arroz carreteiro foi servido.

A servidora Fátima Palmier, a proposta do Governo do Estado de reajuste de 6% é “indigna e indecente”. “Vamos ficar aqui até resolver a situação”, diz a funcionária já instalada no local para dormir.

Para o Judiciário, greve

“Vamos fazer greve na segunda-feira (14) caso nossa situação não seja resolvida”, disse o representante do Sindjus Dionízio Avaliaes. O sindicato representa cerca de 3.500 servidores que não aceitam os 6% oferecidos pelo Governo do Estado.

“Queremos manter abertas as negociações, não havendo sinalização de avanço até a segunda-feira de manhã, vamos fazer greve”, anunciou.

Agraer e Iagro na mesma situação

Servidores da Agraer e da Iagro ficam esperando uma resposta da Procuradoria Geral da União nesta segunda-feira sobre o impacto que os respectivos reajustes podem causar na folha de pagamento do Estado.

“Vão analisar nossa proposta de aumento e nos dar uma resposta até segunda-feira”, comemorou o pequeno avanço na conversa a presidente do Sifems (Sindicato dos Fiscais Estaduais Agropecuários), Glauci da Conceição Ortiz.

Fonte: Midiamax / Amparim Lakatos

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