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Pressão psicológica explica choro de jogadores brasileiros, diz especialista

02/07/2014 – Atualizado em 02/07/2014

Por: Agência Brasil

O choro de alguns jogadores da seleção brasileira na partida pelas oitavas de final contra o Chile, no último dia 28, levantou dúvidas entre os torcedores sobre a preparação emocional do time para enfrentar as próximas e decisivas etapas desta Copa do Mundo.

“É diferente, por exemplo, da Colômbia, que está jogando, está feliz, está alegre, mas ninguém esperava. Ela vem se superando”. No caso brasileiro, acontece o contrário, segundo o especialista: “O Brasil está jogando em casa, tem cinco campeonatos, tem que ganhar. Essa é uma situação psicologicamente adversa para o indivíduo, de maior dificuldade”, disse à Agência Brasil.

Segundo Melo, se apenas um jogador tivesse se emocionado no jogo contra o Chile, isso poderia ser atribuído a uma característica de personalidade. Mas como foram muitos atletas a chorar ou demonstrar sofrimento diante da pressão, a reação pode ser considerada “uma circunstância coletiva e não apenas ligada a características de personalidade”.

O especialista disse que, no caso do goleiro Julio Cesar, apontado com responsável pela desclassificação do Brasil na última Copa, a emoção era esperada, porque, com a vitória sobre o Chile dos pênaltis, respondeu à cobrança de anos atrás. “Ele tinha uma necessidade de provar, digamos, a inocência depois de quatro anos e a situação aumentou esse teste”.

Para melhorar desempenho emocional nos próximos confrontos na Copa, Melo sugere que os jogadores corram mais, joguem mais. “Nada de se lamentar, se vitimizar ou se responsabilizar. Você tem que agir. O corpo é a grande razão, ele não mente. A alegria é um sentimento que potencializa o indivíduo”.

O psicólogo reiterou que esse é o processo que ocorre com a seleção da Colômbia. “Eles estão no lucro, não têm medo de perder porque não há cobrança. Estão confiantes”.

A torcida também pode ajudar o time brasileiro a seguir em frente, segundo Melo, reduzindo o grau de cobrança e sem levar a disputa tão a sério, porque o esporte não é uma coisa de “vida ou morte”, na avaliação do especialista.

Foto: Divulgação

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