Geral – 27/08/2012 – 05:08
O piloto Teodoro Janjon, 72 anos, morto na queda do avião onde estava o empresário Orestes Prata Tibery Junior e a esposa, Ellen Martins, deixou um legado de experiência de quatro décadas de voos, dois pilotos na família, esposa, três filhos e seis netos.
O corpo do piloto que era conhecido como “Janjão” foi levado para a cidade de Nova Odessa, no interior de São Paulo, onde segundo a filha, Eliana Janjon Rozinelli, 43 anos, a cidade inteira está esperando por ele. “Ele era uma pessoa querida, muito conhecida e experiente”, disse.
Segundo relatos da família, a paixão por voar começou ainda pequeno. “Ele era pedreiro, vigia, fazia um monte de coisa, mas todo final de semana fazia as horas de voo”, conta a filha Eliana. Janjão trabalhava com Orestes há cinco anos.
“Ele era aposentado e trabalhava por amor ainda. A gente tem mais dois pilotos na família, este foi o primeiro acidente”, comentou.
Acidente
A aeronave Cessna 210, prefixo PT-OKZ saiu de Três Lagoas, às 7h30, rumo a fazenda Vista Alegre, no município de Água Clara, que fica a 198 quilômetros da Capital. A queda aconteceu às 8h.
Conforme relato dos funcionários da fazenda Serena ao delegado de Polícia Civil de Água Clara, Nilson Martins, eles escutaram uma forte aceleração de motor, que logo em seguida entrou em pane. A aeronave começou a perder altura e ficar fora da vista dos funcionários.
Logo depois, um barulho foi ouvido, sem explosão. Muita poeira subia do local, junto com uma densa fumaça. Os mesmos funcionários foram que avisaram a polícia sobre a queda da aeronave no local.
De acordo com o delegado Nilson Martins, a aeronave caiu de ponta, fazendo um buraco no chão. Ainda assim, depois do primeiro impacto, ela ainda seguiu arrastando no chão, deixando destroços espalhados por 100 metros.
Fonte: Com informações do Campograndenews / Arquivo pessoal


