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Três Lagoas
terça-feira, 23 de junho, 2026

Para acelerar fila de cirurgias eletivas, Três Lagoas recebe mais de R$ 381 mil do Ministério da Saúde

Recursos foram destinados principalmente para a oftalmologia, como na realização de procedimentos para o tratamento da catarata.

Com uma elevação de aproximadamente 160% no número de cirurgias eletivas realizadas entre 2023 e 2024 em Mato Grosso do Sul, realizadas com incentivo do Programa Nacional de Redução de Filas do Ministério da Saúde. Esse tipo de procedimento, “eletivo”, é para acelerar a fila de espera, principalmente para aquelas que não são consideradas de emergência.

Ainda em MS, foi também registrado um aumento de 20,4% no número de cirurgias eletivas ao longo do ano passado, em um recorte divulgado nesta terça-feira, 28, pelo ministério. Segundo a titular da pasta, Nísia Trindade, parte do resultado obtido através do programa é devido à reestruturação realizada no SUS (Sistema Único de Saúde), onde, em âmbito nacional, foram registrados cerca de 18% no número de procedimentos realizados em relação a 2023.

Em Mato Grosso do Sul, foi criado um auxílio adicional no valor do SUS para cada procedimento cirúrgico, mas também para procedimentos de diagnóstico, como exames de imagem. Segundo informações obtidas no site do ministério, Três Lagoas recebeu cerca de R$ 381.780,00 dos R$ 7.985.803,74 repassados pelo programa, onde foi necessária a apresentação de um planejamento pelo estado, exigido pela pasta para que fossem aplicados na redução dos procedimentos eletivos em MS.

O valor, segundo o documento — disponível no site do ministério — foi destinado ao Hospital Auxiliadora, para realização de alguns procedimentos, principalmente no setor oftalmológico, como capsulotomia, facoemulsificação e facectomia — cirurgia realizada para tratamento da catarata.

Mesmo com essa destinação de valores, ainda muitos casos acabam parando na Justiça, muito pela demora excessiva dos procedimentos, acabando em bloqueios de valores em outras áreas, como ortopedia e neurocirurgia. Já outros valores, cerca de R$ 2,4 bilhões, também foram destinados para outros setores além da oftalmologia e da ortopedia, como a cardiologia e otorrinolaringologia, segundo o ministério.

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