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Os principais medos e angústias que assolam a mãe adotiva

Entretenimento – 12/04/2013 – 14:04

Psicóloga lista os maiores dramas das mulheres que recorrem à adoção

Quem já ficou ou está grávida sabe: bastou a tirinha do exame mostrar positivo para um milhão de medos, dúvidas e angústias invadirem nossa cabeça. E eles aumentam ou mudam ao longo da gestação. Que atire o primeiro teste de farmácia quem nunca:

• colocou em dúvida o resultado positivo;

• teve medo de sangrar;

• sonhou que tinha abortado;

• gastou um tempão pensando em como seria amamentar;

• perdeu noites de sono (ou foi dormir beeem mais tarde) preocupada com o parto;

• ficou em dúvida ao comer alguma coisa por achar que poderia fazer mal ao bebê…

Posso ser muito sincera? Acho tudo isso importantíssimo até porque sinto e já senti, mas fico quase envergonhada com o peso que damos a cada uma dessas coisas quando paro para pensar em uma mãe adotiva. Perto do delas, o meu sofrimento é pífio. “Afinal, antes de decidir pela adoção, elas provavelmente já tentaram engravidar e não conseguiram ou abortaram e já se submeteram a diversas rodadas de técnicas de fertilização”, diz a psicóloga Sueli Vincentim Repulho, especializada em adoção, com quem conversei na semana passada. Veja quais são as principais nuvenzinhas que, segundo ela, assolam a mãe adotiva:

• a ansiedade da espera (enquanto uma grávida sabe que sua gestação não dura mais do que 42 semanas, uma mãe adotiva não tem ideia de quando o telefone vai tocar e, do outro lado da linha, alguém dirá que tem uma criança para ela conhecer);

• o medo de não gostar da criança que adotou;

• o medo de que a criança não goste dela;

• o receio de que ela seja portadora de alguma doença hereditária (há quem se negue a adotar uma criança doente, mas, mesmo assim, o problema pode aparecer futuramente);

• como estabelecer um bom vínculo com uma criança que não nasceu dela;

• a espera pelo dia em que seu filho vai pedir para conhecer a mãe biológica.

Perto de tudo isso, o cansaço pós-parto, as dores para amamentar e a falta de tempo para comer, tomar banho ou dormir são fichinha.

Fonte: Chá de Bergamota

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