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O que as mulheres querem dos homens

Geral – 23/03/2013 – 14:03

Quando a escritora americana Betty Friedan escreveu a obra que inspirou a mulher que conhecemos hoje independentes, forte, ambiciosa , queria dar voz a um sentimento que percebera entre os milhões de donas de casa que suspiravam de tédio nos lares americanos.

Era uma infelicidade que beirava o desespero, resultado de personalidades que não cabiam apenas na função de doméstica e mãe. À ideologia que justificava o limitado papel social da mulher, Betty deu o nome de mística feminina, expressão que virou título de sua obra. Publicado em 1963, o livro The feminine mystique desencadeou a forma moderna do feminismo. Exatos 60 anos depois, todas as mulheres têm hoje um pouco de Betty Friedan. Carregam a ousadia – agora nada ousada, mas um direito – de viver seu potencial.

Os homens foram os primeiros a sentir os reflexos dessa mudança. Não é possível ser um bom companheiro de jornada sem envolver-se com as novas circunstâncias que acompanham a vida da mulher – e sem deixar-se transformar por elas. Os homens aceitaram o desafio e estão em plena reinvenção. Mas estão confusos, perdidos, sem saber que papel lhes cabe agora. Esse diagnóstico é repetido pelos especialistas brasileiros e estrangeiros ouvidos por ÉPOCA.

A tentativa de conquistar o novo coração feminino pode ser frustrante – para eles e para elas. As mulheres, sob o efeito de certo deslumbramento com a autonomia e o poder conquistados, impuseram uma longa lista de pré-requisitos ao parceiro ideal. Mostra-se atraídas por homens que conservam algo de dominador, característica sugerida pelo sucesso na carreira e pela ambição. Ao mesmo tempo, querem um companheiro sensível, capaz de deixar transparecer suas emoções. Para os homens, restou o desafio de calibrar esses dois aspectos. Para as mulheres, o jeito é readequar as expectativas a homens reais, não ideais.

Em casa, eles nunca foram tão íntimos das tarefas domésticas. Assumiram com satisfação responsabilidades maiores na criação dos filhos. As estatísticas sugerem, porém, que a realidade ainda não é tão diferente do que foi. Grande parte das atribuições domésticas continua a cargo delas, porque a maioria dos homens ainda acha que sua única função é prover. Essa postura transparece na velha filosofia de empresas, que não adotam rotinas flexíveis, que permitam aos funcionários participar da vida da família. As pesquisas mostram que cada vez mais homens se ressentem do conflito trabalho versus vida pessoal.

A jornada dupla feminina acontece mesmo em famílias em que a mulher é responsável pela principal fonte de renda. Influenciadas por antigos estereótipos de maternidade, muitas assumem mais responsabilidades domésticas que a jornada de trabalho permite. Querem compensar o “desconforto” causado no parceiro pela troca de papéis. Ganhar mais que eles ainda são tabus – para eles e para elas.

 

Fonte: Site da Revista Época

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