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terça-feira, 17 de fevereiro, 2026

Ministério da Saúde afirma que vírus Nipah não representa risco ao Brasil

Avaliação segue a Organização Mundial da Saúde, que aponta baixo potencial pandêmico da doença

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (30) que o vírus Nipah, após a confirmação de dois casos na província indiana de Bengala Ocidental, não representa ameaça à população brasileira e tem baixo potencial de causar uma nova pandemia. A avaliação está alinhada ao posicionamento da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo a pasta, o último caso confirmado na Índia foi diagnosticado em 13 de janeiro. Desde então, 198 pessoas que tiveram contato com os infectados foram identificadas, monitoradas e testadas, todas com resultado negativo para a doença. “Diante do cenário atual, não há qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos internacionais”, destacou o ministério em nota.

O governo federal ressaltou ainda que o Brasil mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além do apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O vírus Nipah já foi identificado em outros episódios no Sudeste Asiático. De acordo com a OMS, ele foi descoberto em 1999, durante um surto entre criadores de porcos na Malásia, e desde então é detectado com certa regularidade em países como Bangladesh e Índia.

Consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, o professor Benedito Fonseca, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), explicou à Agência Brasil que a ocorrência dos casos está relacionada à presença de uma espécie de morcego que atua como hospedeiro natural do vírus. Por esse motivo, o Nipah é classificado como zoonótico.

Esses morcegos, inexistentes no continente americano, alimentam-se de frutas e de uma seiva doce também consumida por humanos e animais domésticos, o que favorece a contaminação. Há ainda registros de transmissão por meio de secreções de pessoas infectadas.

“Os vírus zoonóticos costumam ter uma relação muito íntima com o seu reservatório. Esse morcego tem ampla distribuição na Ásia, mas não existe na Europa nem nas Américas. Por isso, o potencial pandêmico, com disseminação global, é pequeno”, avaliou o especialista.

Com informações agência Brasil

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