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IPC/CG: inflação da Capital fecha em 0,58%

09/06/2014 – Atualizado em 09/06/2014

Grupo Habitação foi o principal responsável pelo índice

Por: Assessoria

Em maio, a inflação da Capital foi de 0,58%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) divulgado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Universidade Anhanguera-Uniderp. O número é ligeiramente menor que o registrado em abril, quando chegou a 0,60%.

Apesar de sinais de queda, a inflação ainda está elevada se comparada com os primeiros meses de 2013, segundo o coordenador do NEPES da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza. O pesquisador explica que o grupo Habitação foi o maior responsável pelo alto valor da inflação do mês, devido ao reajuste de energia elétrica autorizada pela ANEEL. “Sem esta alteração, a inflação seria extremamente baixa na Capital. No grupo Transportes houve deflação devido quedas nos preços dos combustíveis,” explica Souza.

Os grupos Habitação, Vestuário e Alimentação foram os grupos que apresentaram os maiores índices de inflação: 2,24%, 1,13% e 0,25%, respectivamente. Além dos Transportes, as deflações ocorreram nos grupos Despesas Pessoais e Educação, com -1,72%, -0,23% e -0,01%, respectivamente. Os outros grupos ficaram com variações dentro da normalidade.

Inflação Acumulada – Nos últimos doze meses foi registrada em Campo Grande uma inflação acumulada de 6,21%, bem acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que é de 4,5%. “Já com relação à inflação acumulada na cidade em 2014, o índice é de 3,92%. Esse número revela a tendência de que possa extrapolar, até o final do ano, o topo da meta do CNN, que é de 6,5%”, analisa Souza.

Nesses últimos doze meses as maiores inflações acumuladas por grupos foram: Alimentação (10,04%) e Educação (8,10%). Nestes primeiros meses do ano de 2014 destacam-se os grupos Educação, com 7,73% e Alimentação 6,67%. O grupo Transportes acumula uma deflação neste ano de 2014 de (-0,44%).

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação do mês de abril foram: energia elétrica (0,67%), sapato feminino (0,03%), sapato masculino (0,03%), pão francês (0,03%), maçã (0,02%), pescado fresco (0,02%), tomate (0,02%), chicória (0,02%), bebidas alcoólicas (0,02%), e aluguel de apartamento (0,01%).

Já os dez itens que mais colaboraram para a queda da inflação nesse período, em Campo Grande, foram: etanol (-0,13%), gasolina (-0,11%), açúcar (-0,02%), vestido (-0,01%), sabão em barra (-0,01%), calça comprida feminina (-0,01%), paleta (-0,01%), contra-filé (-0,01%), e frango congelado (-0,01%).

Segmentos

Em maio, o grupo Habitação apresentou uma fortíssima inflação, da ordem de 2,24% em relação ao mês de abril. Alguns produtos/serviços que sofreram aumento de preços foram: forno microondas (16,26%), energia elétrica (9,41%), carvão (5,06%), entre outros. Quedas de preços foram constatadas em itens como: sabão em barra (-4,14%), esponja de aço (-3,90%), liquidificador (-3,49%), etc.

O grupo Alimentação também apresentou elevação em seu índice, da ordem de 0,25%, cedendo bastante em relação ao mês de abril, que foi de 1,75%. Os maiores aumentos de preços que ocorreram com a chicória (23,04%), limão (15,67%), cheiro verde (14,87%), maçã (11,67%), etc. Fortes quedas de valores foram constadas com: melão (-21,19%), chuchu (-20,37%), pepino (-17,27%), abobrinha (-16,48%), entre outros.

Em relação à carne bovina foram constatadas elevações de preços nas vísceras de boi (6,44%), coxão mole (4,96%), músculo (1,57%), cupim (1,37%), picanha (1,30%), entre outros cortes. Já reduções de preços ocorreram com fígado (-3,11%), paleta (-3,04%), lagarto (-2,01%), ponta de peito (-1,37%), etc. Queda nos valores também foi constatada com o frango resfriado (-1,51%) e miúdos de frango (-1,03%). Quanto à carne suína, foi registrado aumento de preço na bisteca (3,11%) e queda na costeleta (-2,04%) e pernil (-0,39%).

“A tendência é que os preços das carnes continuem aumentando em um ritmo mais lento, principalmente, em relação à carne bovina devido a alta demanda por este produto, o alto volume de exportação e o clima muito irregular que vem acontecendo neste ano, afetando sobremaneira as pastagens. O aumento das exportações é motivada pelo alto valor do dólar em relação ao real”, analisa o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza.

No quesito Transportes, o levantamento demonstra uma forte queda, de -1,72%, devido à redução nos preços dos combustíveis, como etanol (-7,15%) e gasolina (-3,45%). Aumentos de preços ocorreram com passagens de ônibus intermunicipal (0,71%) e interestadual (0,37%).

O Grupo Educação também apresentou deflação, de apenas -0,01%.

Queda no índice também foi constatada com o grupo Despesas Pessoais, que apresentou -0,23%. Alguns produtos desse grupo que tiveram aumento de preços foram: protetor solar (3,25%), papel higiênico (2,93%) e xampu (1,48%). Redução de preços ocorreu com fio dental (-3,95%), produto para limpeza de pele (-3,28%), absorvente higiênico (-3,19%), entre outros.

O grupo Saúde apresentou estabilidade nos preços dos seus produtos/serviços, com tendência de alta da ordem de 0,02%. Entre os produtos que aumentaram estão: antiinflamatório e antireumático (1,04%), antiinfeccioso e atibiótico (0,68%), hipotensor e hipocolesterínico (0,42%), entre outros. Redação de preços foi registrada com: material para curativo (-1,71%), analgésico e antitérmico (-1,37%), antimicótico e parasiticida (-0,48%), entre outros com menores quedas de preços.

O grupo Vestuário apresentou alta em seu índice, na ordem de 1,13%. Entre as altas registradas estão: sapato feminino (12,38%), sapato masculino (10,84%), sandália/chinelo masculino (8,28%), entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com: vestido (-4,32%), calça comprida feminina (-1,65%), blusa (-1,42%), entre outros itens.

IPC/CG – O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O Índice busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Universidade Anhanguera – Uniderp divulga mensalmente o índice.

Sobre a Anhanguera Educacional Participações S.A.

A Anhanguera Educacional Participações S.A é o maior grupo educacional da América Latina em número de alunos. Alinhada à nova fase de desenvolvimento do Brasil, a Instituição oferece ao jovem profissional conveniência e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação e extensão, contribuindo com o projeto de vida dos alunos de crescimento e ascensão profissional. A companhia é líder no uso de novas tecnologias no setor educacional e está presente em todos os estados brasileiros, com 70 campi e mais de 500 unidades de educação a distância, incluindo a Rede LFG, maior especialista na preparação e qualificação de profissionais para atuar com excelência no setor público. Reconhecida pelas melhores práticas de governança corporativa, ingressou na BM&FBovespa em março de 2007 e, atualmente, integra o Novo Mercado.

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