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segunda-feira, 13 de julho, 2026

SES adota fluxo emergencial para acelerar atendimento de casos graves de chikungunya em MS

Nova resolução estabelece resposta em até 1 hora e permite uso excepcional de “vaga zero” na rede hospitalar

Diante do avanço da chikungunya no Estado, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) instituiu um fluxo emergencial de regulação médica para casos graves da doença. A medida foi oficializada por meio da Resolução SES/MS nº 555, publicada na terça-feira (07), e prevê mudanças para acelerar o atendimento e reduzir o risco de agravamento clínico.

A normativa estabelece que pacientes classificados como prioridades P1.0 e P1.1, considerados graves ou potencialmente graves, devem ter resposta regulatória em até uma hora após a solicitação, como forma de garantir atendimento mais rápido e eficiente.

“Vaga zero” passa a ser utilizada em situações críticas

Entre as medidas previstas, a resolução normatiza o uso da chamada “vaga zero”, que permite a transferência imediata de pacientes críticos mesmo na ausência de leitos disponíveis. O recurso será acionado em situações excepcionais, quando todas as alternativas convencionais de encaminhamento forem esgotadas.

A iniciativa ocorre em meio ao cenário de emergência em saúde pública em Dourados, onde a epidemia de chikungunya segue ativa. Dados epidemiológicos apontam altas taxas de positividade, além do registro de casos graves, gestantes acometidas e óbitos em 2026.

Segundo a secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, o objetivo é garantir mais agilidade e segurança no atendimento diante da pressão sobre a rede hospitalar.

Fluxo prioriza regulação e hospitais de referência

O novo fluxo prevê articulação entre centrais de regulação municipais e estadual, com encaminhamento prioritário para o HU-UFGD (Hospital Universitário da Grande Dourados) e o Hospital Regional de Dourados (HRD). Na ausência de resposta, poderá ser acionada a vaga zero em qualquer unidade com capacidade de atendimento.

A resolução também define critérios clínicos para classificação de gravidade, incluindo sinais como choque, desidratação grave, rebaixamento de consciência e insuficiência respiratória, além de atenção especial a gestantes, pacientes com comorbidades e populações indígenas.

Monitoramento e controle da rede

Para acompanhar os resultados, a SES instituiu indicadores diários e semanais, como tempo de resposta, número de solicitações, taxa de atendimento dentro do prazo e óbitos antes ou durante a transferência. A medida permanecerá vigente enquanto durar a situação de emergência epidemiológica no Estado.

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