05/11/2014 – Atualizado em 05/11/2014
Por: Mídiamax
A reconstituição da morte do advogado criminalista Márcio Alexandre dos Santos, de 37 anos, assassinado com oito tiros no dia 25 de outubro na Rua Albino Torraca, região central de Dourados, a 225 quilômetros de Campo Grande, foi feita nesta terça-feira (4) pela Polícia Civil.
A ação contou com a participação de um dos suspeitos, identificado como Isaac Daniel Gonçalves Batista, de 22 anos, e do policial federal que fazia companhia à vítima no dia do crime. A reconstituição teve início às 22 horas e foi comandado pelo delegado Adilson Stiguivitis, policiais do SIG (Serviço de Investigações Gerais) e da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira).
Segundo o delegado Adilson Stiguivitis, responsável pelo caso, a reconstituição serviu para tirar dúvidas sobre o crime. Foi feito um reconhecimento da área e um veículo semelhante ao do advogado, uma Toyota Hilux SW4 preta, foi utilizada na cena. Ainda de acordo com o delegado, as investigações continuam.
Na segunda-feira (3), Stiguivitis concluiu o inquérito sobre a prisão em flagrante onde foram apontados os envolvidos. Dos quatro, dois estão presos e dois estão foragidos. Todos serão indiciados por latrocínio.
O delegado explicou ainda que outro inquérito complementar foi aberto para apurar sobre as circunstâncias da morte. “Este novo inquérito é para apurar as causas da morte, mas estou aguardando os laudos perícias e a reconstituição foi essencial para esclarecer alguns pontos”, afirma Stiguivitis.
As diligências vão continuar para tentar localizar os dois outros envolvidos que estão foragidos. Conforme o delegado, a prisão preventiva já foi decretada. O delegado disse que depois das provas coletadas é que vai concluir se o policial federal será indiciado.
De acordo com Adilson Stiguivitis, provavelmente o servidor público será indiciado por homicídio doloso. “Eu ainda não concluí o inquérito, mas tudo aponta que provavelmente ele seja indiciado por homicídio doloso. Até agora estamos avaliando o excesso da parte do policial na hora de se defender. Mas isso é apenas uma possibilidade porque as investigações não foram concluídas”, alega o delegado.
Embora o laudo pericial não tenha sido divulgado, fontes policiais afirmam que a balística não afasta a possibilidade de que tiros disparados pelo próprio policial federal teriam matado o amigo advogado.
O advogado criminalista foi morto com oito tiros, um na nuca, dois no braço direito e esquerdo e cinco nas costas. Depois de ser baleada, a vítima teve a caminhonete Toyota Hilux SW4, preta, placas EYQ-0411, roubada.
O policial federal, amigo do advogado, prestou depoimento à Polícia Civil. O policial disse ao delegado que investiga o caso, que o advogado teria ficado ‘no meio do fogo cruzado’ em uma tentativa de assalto.
Segundo a Polícia Federal, uma sindicância interna deve apurar as circunstâncias da morte do advogado e do possível envolvimento de tiros disparados a partir da pistola do policial federal.
Nesta quarta-feira (5), além de Isaac o outro envolvido na participação do crime, Emerson Antunes Machado, o “Alemão”, serão apresentados. O delegado disse que também vai averiguar a possibilidade de divulgar os nomes e as fotos dos outros dois foragidos.



