05/08/2017 06h54
Neide Aroma afirma que cães apreendidos pelo CCZ eram “bem cuidados”
Por: Valdecir Cremon
A advogada e veterinária Neide Aroma negou, em entrevista exclusiva por telefone à Caçula FM 96,9 MHz, nesta sexta-feira (4), que cães da raça Fox Paulistinha, resgatados por funcionários da Prefeitura de Três Lagoas e por uma ONG de proteção a animais, estivessem passando fome e sede, nem doentes, em um prédio abandonado, no centro da cidade.
“Não! Eles têm comida sim! Eu levo comida lá todos os dias”, disse, ao ser informada pela reportagem sobre denúncias de vizinhos à Polícia Civil.
Irritada, Neide Aroma afirmou que os animais eram bem tratados, apesar do acúmulo de lixo, móveis e roupas velhas no imóvel abandonado. “Aquela casa é minha. Tudo lá é bem cuidado e não falta comida e água para os cachorros”, afirmou.
“Eles (policiais, servidores da prefeitura e membros da ONG Protetoras) estão lá? Como fizeram isso? Eles entraram na casa?”, perguntou, ao ser informada que os animais estavam sendo levados a um abrigo. “Mas, como?”, indagou. “Vou lá”, disse, e desligou.
A reportagem retornou ao local em seguida, mas Neide Aroma não foi localizada. Em outra ligação, a advogada disse que não iria mais falar do assunto.
A Polícia Civil registrou o caso e deve instaurar inquérito por maus-tratos a animais. O artigo 32, da lei federal 9.605/1988 define o crime e a pena: “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.”



