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Ex-diretor da Petrobras já deixou sede da PF em Curitiba para ir a CPI

17/09/2014 – Atualizado em 17/09/2014

Paulo Roberto Costa deixou a prisão por volta das 8h e é aguardado às 14h30 no Congresso

Por: R7/Agência Brasil

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa deixou na manhã desta quarta-feira (17), por volta das 8h, a sede da PF (Polícia Federal) em Curitiba, com destino a Brasília, onde será ouvido na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) criada para investigar denúncias de corrupção na estatal.

Ainda não se sabe se a audiência será aberta ou secreta. De acordo com o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da CPMI, a expectativa é de que a reunião seja feita sem restrições. No entanto, o encontro pode se tornar fechado se for importante para que Costa dê mais informações sobre o esquema.

Nesta terça-feira, Vital do Rêgo acertou os detalhes logísticos do depoimento — Costa é aguardado às 14h30 no Congresso. O ex-diretor da Petrobras segue de Curitiba para Brasília sob escolta da PF.

Costa também seguirá escoltado até o Congresso, quando passará a ficar sob a guarda da Polícia do Senado. A ordem judicial é que ele não precisa usar algemas.

Isolamento

No Senado, onde ocorrerá a sessão da CPMI, a Ala Nilo Coelho será isolada, impedindo o acesso de visitantes à sala da comissão. No entanto, o trânsito de parlamentares, assessores, servidores e jornalistas estará liberado.

Relembre: ex-diretor da Petrobras acusa parlamentares, governadores e ministro de corrupção

Também para garantir o acompanhamento da sessão por parte da imprensa, caso ela não seja secreta, o senador Vital do Rêgo solicitou que sejam instalados telões em outras salas, uma vez que a da CPMI será pequena para acomodar a todos.

“Desde ontem que estou aqui cuidando da logística do transporte do depoente, das condições físicas para receber a todos com o mínimo de conforto necessário”, disse o senador.

A expectativa, no entanto, é que o depoimento de Paulo Roberto Costa possa ser frustrado pelo acordo de delação premiada que ele fez com a Justiça e que coloca as informações sob sigilo. Para tentar evitar que o ex-diretor se recuse a falar, com receio de perder os benefícios da delação, alguns parlamentares defendem que o depoimento ocorra em sessão secreta.

Costa não precisa usar algemas durante deslocamento ao Congresso

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