Policial – 14/03/2013 – 10:03
ANDRADINA – A empresária Luciana de Oliveira Sobrinho, 30, dona de uma empresa de empréstimos financeiros, e a artesã Tatyana Gelsi Pires, 31, moradora na rua Aparecida Maria dos Santos, ambas em Três Lagoas, foram presas em flagrante e encaminhadas à cadeia pública de General Salgado nesta terça-feira, 12, acusadas de tentativa de estelionato e falsificação.
Tatyana foi a primeira a ser detida, por volta de 16h30, no interior do Banco Santander, tentando pagar um falso boleto de R$ 42.002,00 à empresa Aymore Crédito Financiamento e Investimentos S.A. Para isso apresentou um cheque adulterado da Caixa Econômica Federal, da Rua do Fico, em Araçatuba, no mesmo valor e em nome de Júlio Cesar da S. Cruz.
Com vencimento para ontem, ela teria 50% de descontos e levaria o troco, mas o gerente desconfiou e após consultar a conta corrente na CEF e o boleto na Aymoré descobriu que se tratava de um golpe e deteve Tatyana até a chegada da Polícia Militar.
A empresária Luciana Sobrinho foi presa pouco depois, no interior de um escritório de advocacia da rua Paes Leme – bairro Stela Maris, após deixar a comparsa no estacionamento do Santander e assinar o falso cheque, segundo afirmou uma funcionária do banco. No porta-luvas do carro a PM apreendeu outros dois cheques fraudados, de R$ 24 mil e R$ 700, e outras 5 folhas em branco.
Os PMs chegaram até a golpista pela descrição fornecida pela artesã e o Vectra, prata, usada por ela, apreendido por causa do licenciamento vencido desde 2011. Luciana tentou enganar os policiais negando ser a pessoa procurada. As mulheres foram presas em flagrante e o delegado não arbitrou fiança porque os dois crimes superam 4 anos de prisão.
O cunhado de Luciana compareceu ao 2º DP, onde ocorreu o flagrante, lamentou o envolvimento dela em mais um crime e por telefone teve a garantia de um advogado de Três Lagoas que ela seria libertada nesta quarta-feira, 13. Participaram da ação os PMs Faustino, Gulla, Souza, Rodrigo e Rogério.
PRESA ANTERIORMENTE
Em meados de novembro de 2011, Luciana foi presa por policiais do 1º Distrito Policial e DIG de Três Lagoas, por ordem judicial expedido pela 2ª Vara Criminal, e levada ao presídio feminino da cidade. Dois meses antes, a empresária fora em cana acusada de aplicar golpes em aposentados e pensionistas. Na ocasião, mais de meio milhão de reais foram bloqueados da conta dela.
Em sua empresa, a CRED +, instalada numa galeria da Rua Munir Thomé, os policiais apreenderam um GM Captiva, avaliado em R$ 100 mil, documentos e cerca de R$ 600 foram bloqueados na conta dela, segundo um site de notícias local.
GOLPES EM CLIENTES
Segundo a polícia de MS, Luciana aplicava golpes em seus clientes através de empréstimos. Ela tomava emprestado em nome de terceiros ou comprava carta de crédito, pagava o empréstimo de seu cliente com cheque sem fundos e depois utilizava os dados da pessoa para efetuar outro empréstimo.
Fora isso, 5 boletins de ocorrências foram registrados contra Luciana e 6 por ameaça. Segundo informações, os clientes eram ameaçados de morte quando descobriam os golpes e diziam que iriam à polícia.
ADVOGADO DEFENDE INOCÊNCIA
Na época, o advogado Marcus Augusto disse que a empresária era inocente e argumentou que “as acusações são absurdas e tudo não passa de uma tentativa de denegrir a imagem da sua cliente”. “Desafio a quem plantou essa informação na mídia a mostrar o extrato da conta com esse saldo”, disse o advogado ao ser questionado sobre o alto valor bloqueado na conta de Luciana.
Segundo o advogado, não houve uma investigação prévia antes de ser expedido o mandado de prisão, em sua avaliação “abusiva e arbitrária”. “Ela trabalha dentro da legalidade” defendeu Marcus Augusto, negando que a empresária tenha estreitos laços de amizade com juízes e desembargadores, e pessoas da alta cúpula judicial. “Minha cliente é uma mulher idônea e não precisa desse tipo de amizade para provar sua inocência”, declarou ao site, na ocasião.
Fonte: Jornalimpacto Online / Jornalimpacto Online


