26.2 C
Três Lagoas
quinta-feira, 30 de abril, 2026

Em 7º julgamento, Serial Killer é considerado inocente de assassinato a tiros

Nando já foi condenado a 87 anos e seis meses de prisão e ainda deve encarar 35 julgamentos.

10/05/2019 17h48
Por: Mirela Coelho

CAMPO GRANDE (MS) – Luiz Alves Martins Filho, o Nando, foi absolvido em seu 7º julgamento, que aconteceu nesta sexta-feira (10) no plenário da 2ª Vara do Tribunal do Júri em Campo Grande. O serial killer foi a júri nesta manhã pela morte de Ariel Fernando Garcia Lima Teixeira, assassinado com seis tiros no ano de 2014.

Enquanto o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) defendia a condenação de Nando, e do comparsa dele Claudinei Augusto Orneles, por homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima, os advogados e a defensoria pediam a absolvição dos dois por falta de provas.

Pela maioria dos votos, o conselho de sentença absolveu Nando e Claudinei do assassinato. Ariel Fernando foi morto no entorno do Comando Militar, no Parque dos Poderes, em 2014. Ele seria, segundo as investigações da polícia e a denúncia do Ministério Público, uma das primeiras vítimas do serial killer.

Logo que foi preso, no fim de 2016, Nando confessou a polícia o assassinato. Ele narrou que tinha convidado Ariel para um programa sexual, mas por discordância no valor, atirou. Hoje, diante do juiz, chorou e negou ter cometido o crime.

Claudinei também mudou a versão contada na delegacia e no tribunal negou envolvimento no crime. Antes, havia dados detalhes e afirmado o assassinato aconteceu porque Ariel havia furtado pasta-base de Nando.

Na época contou que Nando foi até sua casa de carro à casa de Claudinei e que ao entrar no veículo encontrou Ariel no banco de trás. Depois, seguiram para o local onde a vítima foi morta. Ele disse ainda que ficou de vigia na rua. Nando teria trocado carícias com Ariel e dito que ia ao carro pegar preservativo. Mas foi buscar a arma e atirou.

Nos outros assassinatos Nando costumava usar uma corrente de máquina, provocando a asfixia da vítima. Na sequência, enterrava os corpos num cemitério particular, no bairro Danúbio Azul. As vítimas de Nando eram, em maioria, mulheres jovens, pobres e usuárias de drogas. Foram 16 pessoas mortas entre os anos de 2012 e 2016.

Nando já foi condenado a 87 anos e seis meses de prisão e ainda deve encarar 35 julgamentos por ser protagonista do mais extenso caso na história do Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul.

Da Redação com informação do site Campo Grande News

Nando acompanhou o julgamento por videoconferência (Foto: Henrique Kawaminami)

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

HISTÓRICO: Senado rejeita a indicação feita por Lula para o Supremo Tribunal Federal

Imagem: Agência Brasil O Senado Federal rejeitou a indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).  A votação secreta foi...

Autor de feminicídio em velório pega mais de 33 anos de prisão em Três Lagoas

Julgamento durou mais de 5 horas, réu ficou em silêncio e Justiça destacou frieza do crime para fixar pena em regime fechado

Caso Gilvanda: Acusado de matar ex em velório se cala em depoimento

Pedro Henrique Amaral, réu por feminicídio e tentativa de homicídio, optou por não responder perguntas no Tribunal do Júri nesta quarta-feira, 29