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Eduardo Rocha quer nova audiência com Ministra Gleise Hoffmann

Política – 24/05/2013 – 10:05

Numa sessão marcada pela presença em massa de produtores rurais e entidades representantivas do setor, o deputado Eduardo Rocha ocupou a tribuna da Assembléia Legislativa para convocar todos os 24 deputados. “Precisamos ir todos juntos, até Brasília, e em audiência com a ministra Chefe da Casa Civil Gleise Hoffmann, encontrar uma solução para este que é um problema não do estado de Mato Grosso do Sul, mas do Brasil”, afirmou o parlamentar, se referindo as demarcações de terras indígenas no Estado.

A sessão, que de ordinária foi transformada em especial por solicitação dos deputados Mara Caseiro (PTdoB) e Zé Teixeira (DEM), foi marcada por depoimentos emocionados. O ex-deputado Ricardo Bacha falou sobre a invasão, na semana passada, à Fazenda Buriti, de propriedade dele, em Sidrolândia, quando a família do produtor rural e os funcionários foram feitos reféns. Segundo ele, a porta da casa foi arrombada e a energia elétrica cortada. “Estou em um desgaste emocional indescritível”, disse.

O presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Francisco Maia destacou que as propriedades rurais no Estado foram adquiridas dentro da legalidade. Na avaliação dele, a Constituição Federal não está sendo respeitada no que se refere aos direitos de propriedade e de ir e vir. Maia argumentou que algumas pessoas estão tentando transformar “um Estado pacífico em uma Palestina”.

Também fez uso da palavra o presidente da Comissão de Assuntos Agrários e Agronegócio da OAB/MS, o advogado Lucas Abes Xavier. Xavier fez questão de ressaltar sua indignação com o descumprimento da ordem judicial para a reintegração de posse na Fazenda Buriti.

Eduardo Rocha ainda citou um projeto de Lei aprovado há anos atrás, do qual o Senador Ramez Tebet foi relator, determinando que terras invadidas por sem-terra não seriam desapropriadas. “Porque não tomarmos esse projeto como exemplo. Temos que provocar o Congresso Nacional. Porque não fazermos isso com terras indígenas”.

Fonte: Assessoria de Comunicação / Rádio Caçula

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