Geral – 25/08/2012 – 08:08
A seccional de Mato Grosso do Sul da Ordem Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) está acanhada, tímida, deixando de participar de debates Institucionais importantes. A opinião é do pré-candidato de oposição à presidência da OAB-MS, o advogado Marco Túlio Murano Garcia.
Diante do maremoto social e econômico relativo à questão da disputa por terras indígenas, com conflitos que afligem tanto índios como não índios, sem uma mediação efetiva e eficaz que já gerou inclusive derramamento de sangue e insegurança jurídica a OAB tem se mantido afastada do debate. “Não discute esta questão, não chama para si esta responsabilidade de ator principal dos acontecimentos sociais”, afirma Marco Túlio.
Para o pré-candidato, a OAB tem dois papéis. O primeiro é cuidar do advogado e da advocacia, fazendo com que o advogado seja respeitado, que ele se sinta amparado pela instituição, que tem que ser ponta de lança na defesa das prerrogativas profissionais: “Esta será minha primeira e principal bandeira, a bandeira do advogado. Não me sentiria a vontade como presidente da Ordem, para me imiscuir em questões externas, sem organizar a nossa casa”.
Paralelamente a isso, no entanto, Marco Túlio acredita que a OAB deve exercer seu papel histórico, participando ativamente das questões sociais: “Com respeito, dignidade, altivez, serenidade, mas sem subserviência, temos que ser protagonistas na defesa intransigente destes interesses”.
Fonte: Advogados em Foco


