16/12/2014 – Atualizado em 16/12/2014
Por: Campograndenews
O número de suspeitas de casos de febre chikungunya continua crescendo em Campo Grande. O último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) afirma que, até agora, houve 37 casos com suspeita da doença, já no boletim anterior, o número era de 34.
De acordo com a Sesau, 23 casos ainda esperam confirmação. O exame demora cerca de 20 dias para ficar pronto, pois é feita a coleta de sangue e depois enviada para o único laboratório do país onde o diagnóstico da doença é feito, em Belém do Pará.
Por outro lado, o número de casos confirmados continua estável. Até agora apenas um caso foi confirmado no Mato Grosso do Sul, este paciente é morador de Campo Grande e já recebeu tratamento e passa bem.
O número de casos descartados também subiu, passando de 8 para 13, de acordo com o último levantamento.
A Sesau orienta que a população deve ajudar na prevenção. Isso pode ser feito com a eliminação dos criadouros dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictos, transmissores da doença. Da mesma forma, essas medidas ajudam a combater a dengue.
Sintomas e origem da doença
A febre chikungunya, que teve origem na região do Caribe, tem sido vista com alerta pela comunidade médica. Segundo médica infectologista, Priscila Alexandrino, a doença pode causar artrite, deixando dores pelo resto da vida.
Alexandrino destaca que os sintomas da febre são muito similares ao da dengue, como febre alta e dores nas articulações. “A maior diferença entre as doenças é que a chikungunya não promove a febre hemorrágica, por outro lado, pode causar a artrite deixando o infectado, em alguns casos, com dores por toda a vida. Em uma escala de zero a dez, essas dores chegam a oito”, ressalta.



