20.9 C
Três Lagoas
quarta-feira, 6 de maio, 2026

Brasil quer intensificar apoio para a reconstrução do Haiti

Geral – 01/02/2012 – 10:02

Depois de visitar Cuba ontem e anteontem, a presidente Dilma Rousseff desembarca na manhã de hoje (1º) em Porto Príncipe, no Haiti, com a determinação de intensificar a cooperação brasileira nas áreas de saúde – em parceria com os cubanos -, agricultura, capacitação profissional e apoio à construção da usina hidrelétrica no Rio Artibonite, no Sul do país, a 60 quilômetros da capital haitiana.

Depois de concluída, a Hidrelétrica Artibonite 4C deve se transformar no símbolo do principal apoio brasileiro ao desenvolvimento do Haiti. Com potência instalada de 32 megawatts, a hidrelétrica deve gerar energia suficiente para atender a cerca de 230 mil famílias.

Para o governo do presidente Michel Martelly, a Hidrelétrica Artibonite 4C é tratada como um marco na economia do país devido aos benefícios no plano ambiental. A pedido do governo haitiano, em maio de 2008 o Exército Brasileiro, por meio do Instituto Militar de Engenharia, elaborou o projeto básico para a hidrelétrica. Esse estudo técnico, estimado em US$ 2,5 milhões, foi doado pelo Brasil ao Haiti.

De acordo com assessores da Dilma, a visita ao Haiti é emblemática, pois ocorre no momento em que o país tenta vencer as dificuldades de reconstrução causadas pelo terremoto de 12 de janeiro de 2010, quando morreram mais de 220 mil pessoas, e o agravamento da epidemia de cólera.

Com menos de um ano no cargo, o presidente Martelly vive um momento político delicado, pois não tem o apoio da maioria no Parlamento e tenta consolidar-se por meio do anúncio de ações isoladas. Ao mesmo tempo, o histórico político do Haiti de instabilidade e tensões cria um ambiente de apreensão, segundo observadores brasileiros.

Em sua visita, a presidenta pretende mostrar que o Brasil quer se manter como protagonista no que se refere à ajuda ao país. No que depender dela, o apoio internacional não deve ser limitado às ações militares, mas ampliado para a área social. Os projetos de combate à fome e de erradicação da pobreza executados no Brasil, por exemplo, podem ser adaptados ao Haiti, segundo especialistas.

Com índices de violência e desemprego elevados, o Haiti sofre com as ações de grupos organizados, denominados gangues urbanas. Uma das tarefas da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), formada por militares brasileiros e de várias nacionalidades, foi atenuar o poder desses grupos. A missão, porém, que tem caráter temporário, deverá ser retirada do país.

Fonte: Agência Brasil

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Furto frustrado: Polícia Civil age rápido, recupera escada de R$ 6 mil e prende suspeito em Três Lagoas

A Polícia Civil de Três Lagoas recuperou, na noite de segunda-feira (4), uma escada de alumínio avaliada em aproximadamente R$ 6 mil, furtada de...

Em três segundos, Cristiano Ronaldo fatura cerca de 25 euros — o equivalente ao tempo de recolher uma moeda do chão

O salário astronômico de Cristiano Ronaldo no Al-Nassr continua chamando atenção ao redor do mundo — e não é por acaso. Com ganhos anuais...

Polícias Científica e Penal coletam DNA de custodiados para ampliar banco usado em investigações criminais

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul e a Polícia Penal realizaram, na ultima semana cerca de 300 coletas de material biológico na...