A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul e a Polícia Penal realizaram, na ultima semana cerca de 300 coletas de material biológico na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande. A ação foi coordenada pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e integrou a Operação Codesul Perfil Genético, desenvolvida de forma articulada entre Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
As coletas foram feitas em custodiados previamente selecionados conforme as hipóteses previstas em lei. O procedimento é não invasivo e teve como finalidade obter perfis genéticos para inserção no BNPG (Banco Nacional de Perfis Genéticos), após processamento laboratorial, validação técnica e cumprimento dos critérios da RIBPG (Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos).
O banco permite comparar perfis genéticos de pessoas legalmente cadastradas com vestígios biológicos encontrados em locais de crime ou em vítimas. Esse cruzamento pode indicar vínculos entre crimes diferentes, apontar possível autoria e acrescentar prova técnico-científica a investigações criminais.
Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Penal atuou na triagem, seleção e organização dos custodiados dentro da unidade prisional. A Polícia Científica foi responsável pela coleta, análise laboratorial, validação e gestão técnica dos perfis genéticos por meio do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses).
Para o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Rodrigo Rossi Maiorchini, a operação mostra a importância da integração entre a rotina prisional e o trabalho técnico-pericial.
“A etapa realizada dentro do estabelecimento penal exige planejamento, controle de fluxo e identificação prévia dos custodiados que se enquadram nos critérios legais. Esse trabalho de organização é o que permite que a Polícia Científica execute a coleta com segurança e dentro dos protocolos necessários”, afirmou.
Fonte: Governo do MS




