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Brasil é o país que mais perde florestas por ano, diz ONU

04/06/2014 – Atualizado em 04/06/2014

Metade das espécies florestais do mundo está ameaçada por causa da agricultura e das mudanças climáticas, mostra primeiro estudo global sobre recursos genéticos florestais

Por: VEJA

Metade das espécies florestais do mundo está ameaçada por causa da agricultura e do impacto das mudanças climáticas e o Brasil é o país que mais perde cobertura florestal por ano em todo o mundo, alertou a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), nesta terça-feira.

Os dados são do primeiro estudo global sobre recursos genéticos florestais, que mapeou as 8.000 espécies de árvores e vegetais mais utilizadas pelo homem em 86 países. Desse total, cerca de 2.400 são cultivadas com técnicas adequadas e apenas 700 espécies são desenvolvidas por meio de seleção ou melhoramento genético.

“As florestas fornecem alimento, bens e serviços essenciais para a sobrevivência e o bem estar da humanidade. Esses benefícios dependem da manutenção do rico estoque de diversidade genética contido nas florestas do mundo, que está em risco”, afirmou Eduardo Rojas-Briales, um dos diretores da FAO, no comunicado do órgão.

Campeões do desmatamento — De acordo com o estudo, os dez países que mais perderam cobertura florestal entre 1990 e 2010 foram Brasil, Indonésia, Nigéria, Tanzânia, Zimbábue, República Democrática do Congo, Birmânia, Bolívia, Venezuela e Austrália. Estima-se que existam entre 80.000 e 100.000 espécies florestais em todo o mundo e essa biodiversidade é o que impulsiona a melhora da produção e qualidade de vegetais usados para a alimentação. Além disso, a variabilidade genética protege o ambiente de pestes e garante a capacidade de adaptação a condições naturais favoráveis, incluindo as causadas por mudanças climáticas.

O estudo alerta para uma ação urgente para melhor administrar as florestas e seus recursos genéticos, para que a biodiversidade seja mantida a longo-prazo. Além disso, pede o comprometimento dos países para desenvolver programas nacionais para garanti-la.

Foto: Arquivo VEJA

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