Geral – 24/08/2012 – 17:08
Todo dia, pode ser dia de supermercado. E já virou rotina a preocupação de levar o dinheiro bem ‘trocadinho’ para evitar que o caixa fique devendo ou que os centavos se transformem em balas. Especialistas alertam que esse mau hábito é corriqueiro no comércio brasileiro e pode ser encarado como um problema de direito do consumidor, além de virar um lucro extra para as empresas.
Em contrapartida se faltar 1 (um) centavo na hora de comprar o pãozinho pela manhã, será menos um pão na mesa do trabalhador.
Um fato comum ocorreu no início da tarde de hoje (24), o aposentado Pedro Eufrasino da Silva (64) procurou a reportagem da Rádio Caçula, onde relatou que foi constrangido em um mercado localizado na avenida Antônio de Souza Queiroz, centro.
O aposentado realizou uma compra no valor de R$ 16,82 (dezesseis reais e oitenta e dois centavos), e como pagamento entregou a operadora de caixa uma nota de R$ 20 (vinte reais), recebendo de troco R$ 3,15 (três reais e quinze centavos), ao invés de R$ 3,18 (três reais e dezoito centavos), tendo em vista que não é a primeira vez que isso acontece Pedro disse a operadora de caixa: “se a troco é de R$ 3,18 por que eu recebi a menos, eu posso perder 3 (três) centavos, enquanto o mercado não admite perder nem 1 (um) centavo”.
Ao questionar a funcionária sobre os 3 (três) centavos restantes, a mesma saiu para pegar o troco e quando retornou tratou o aposentado de forma indiferente “ela chegou e jogou as moedas em cima do caixa ao invés de entregar na minha mão, e insinuou-se dizendo que ninguém exige ‘mixaria’ de troco. Não dei importância pelo valor mas sim pela maneira com que fui confrontado, não foi a primeira vez que isso aconteceu” desabafou.
Direitos do consumidor
O código de defesa do consumidor não se manifesta sobre o assunto e como não há legislação a respeito, o problema continua. Os estabelecimentos comerciais usam e abusam dos preços com valores terminados em 9 e 0,99.
As moedas de um centavo estão acabando, deveria haver um consenso e uma padronização dos valores de vendas das mercadorias com uma legislação que obrigasse que esses valores terminassem em 0 ou 5, aí sim, o problema estaria resolvido.
Fonte: Da Redação / Rádio Caçula


