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terça-feira, 7 de julho, 2026

Presidente do Sinted diz que greve do administrativo busca benefícios, dignidade e valorização do servidor

11/04/2018 17h29

Na próxima quinta e sexta-feira haverá mobilização para conscientização da sociedade três-lagoense sobre as reivindicações da categoria

Por: Dayane Milani

A greve dos servidores administrativos da Rede Estadual de Ensino poderá permanecer até o dia 30 de abril, caso não haja negociação com o governador do estado de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja.
Os trabalhadores cobram a incorporação do abono de R$ 200 já para este ano, projeto de reestruturação da carreira da categoria e concurso público.

Estas informações foram divulgadas por Maria Laura Castro dos Santos presidente do Sinted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) de Três Lagoas (MS) e Selviria (MS), na tarde desta quarta-feira (11), na sede do sindicato.

De acordo com ela não foi possível dialogar com o governador, e no dia 6 de abril foi decidida e deliberada à greve dos servidores estaduais administrativo em assembleia na Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) em Campo Grande (MS).

O sindicato se posicionou contra a proposta de correção de 3,04%. A média salarial da categoria seria de R$ 1,3 mil.

A presidente disse em entrevista coletiva que a greve recebeu total apoio dos pais e alunos das escolas estaduais, e da sociedade de um modo geral. O movimento busca fortalecer e tentar resolver a situação dos servidores também o apoio de grêmios estudantis de várias escolas de Três Lagoas.

Maria Laura disse que a situação é desgastante para o aluno, e que tem plena certeza que em determinado momento a situação será agravada e não haverá condições dos estudantes continuarem frequentando a escola. Serviços de limpeza, merenda e secretaria escolar foram paralisadas.

O governador disse que considera que os servidores administrativos da educação estão politizando e anunciou que vai à Justiça para impedir a greve dos servidores. A intenção, segundo ele, é impedir que os efeitos da discussão salarial prejudique os estudantes.

Sobre esta afirmação a presidente do Sinted disse que o movimento sindical é um movimento político e que o dever do sindicato é conscientizar as bases sobre as políticas num contexto geral. Para ela não é uma greve política partidária, mas, uma greve política social que busca por benefícios, dignidade e valorização do trabalhador. Ela disse que quando Azambuja alega ser um movimento político, é devido este ano ser eleitoral.

Maria Laura explicou que o servidor na rede estadual com 18 anos de carreira de trabalhos prestados ao estado recebem salários que não ultrapassam R$ 1.8 mil. Segundo ela o estado de MS é o estado que melhor paga os professores. Isto depois de muitas lutas sindicais. “Como lutamos juntos com o administrativo, é nosso dever como entidade sindical junto a federação nos juntar e fazer esta luta de valorização dos administrativos de Mato Grosso do Sul. Muitos servidores estão desmotivados”.

Na próxima quinta e sexta-feira haverá mobilização para conscientização da sociedade três-lagoense sobre as reivindicações da categoria. A ação de panfletagem será no centro do município.

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