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quarta-feira, 1 de abril, 2026

Sem UTI em hospital, grávida de 6 meses morre e mesmo com cesárea bebê não é salvo

26/09/2015 – Atualizado em 26/09/2015

Por: Tribuna Livre

Uma jovem de 24 anos, grávida, morreu no hospital de Aparecida do Taboado, a 481 quilômetros de Campo Grande, depois de apresentar crises convulsivas. Os médicos tentaram encaminhar a paciente em caráter de urgência para Três Lagoas, mas não deu tempo de realizar a remoção.

Segundo o boletim de ocorrência, com crises convulsivas, Priscila Dias dos Santos foi encaminhada para a Santa Casa de Aparecida do Taboado pelo Corpo de Bombeiros por volta das 15h20 desta quinta-feira (24).
No sexto mês de gravidez, foi atendida, medicada e ficou em quadro chamado pós-crise nas horas seguintes, estando sonolenta, sem conversar e com “ausência de outros sinais mais ativos”, segundo o registro policial.

Pedido

Ainda de acordo com o boletim, a mulher apresentou febre o tempo todo, e às 20h30 teve outro ataque convulsivo, sendo medicada novamente. Neste momento, o médico plantonista solicitou vaga zero no Hospital de Três Lagoas, tendo em vista a ausência de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) no hospital de Aparecida do Taboado.

Neste momento a vítima já não respondia a estímulos, mas permanecendo normais os sinais pressão arterial, saturação e o batimento cardíaco do feto. Priscila manteve este quadro até às 23h, quando a equipe que iria fazer o transporte da vítima para Três Lagoas chegou.

Os profissionais começaram os procedimentos para remoção, no entanto, à meia noite, quando a vítima estava sendo colocada na ambulância, Priscila sofreu parada cardiorrespiratória.

Socorro

A paciente foi novamente levada para a sala de emergência do hospital e socorrida. De acordo com as informações policiais, todo o protocolo para o quadro foi realizado. Outro médico foi chamado para prestar atendimento à vítima, mas a mulher teve outra parada 00h40 e não resistiu.

Embora constatado a morte de Priscila, a equipe verificou existência de batimento cardio-fetal e, por isso, os médicos decidiram realizar a cesárea do feto. No entanto, o bebê também não resistiu.

O caso foi registado como morte a esclarecer na delegacia de Aparecida do Taboado.

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