15/12/2014 – Atualizado em 15/12/2014
Por: Midiamax
Um anúncio inusitado em um site de vendas chamou a atenção da Polícia de Mato Grosso do Sul. Um homem morador da cidade de Joaçaba, em Santa Catarina, publicou na internet uma odisseia atrás de um caminhão branco, placa MLU 2438, que segundo ele, teria sido apropriado indebitamente em maio durante negociação na cidade de Florianópolis.
Na Internet ele ainda destaca que quem tivesse informações sobre o paradeiro do veículo seria recompensado financeiramente. Um dos pontos do anúncio que chamou a atenção foi o valor do caminhão: R$ 25 mil, sendo que no mercado, o veículo é comercializado a R$ 220 mil. O intuito era atrair leitores e consequentemente informações de onde o veículo poderia estar.
“O caminhão foi visto sentido Corumbá há um mês, paga-se bem em dinheiro por informação correta da localização do caminhão”. A publicação foi feita pela vítima no dia 11 de dezembro.
Diante das informações, o delegado de Campo Grande Walmir Moura Fé acionou a delegacia de Polícia de Ladário, na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia, para investigar a situação. O trabalho em conjunto das unidades resultou na localização do caminhão em uma oficina mecânica de Corumbá, no Bairro Popular Nova.
Há fortes indícios de que o veículo seria levado para a Bolívia, porém, a pessoa que deixou o caminhão na oficina ainda não foi identificada. O catarinense, dono do veículo, já soube do resultado da ação da polícia e virá para o Estado.
O investigador da Polícia Civil de Ladário, Manix Gonçalves, comenta que o anúncio na internet, foi a chave para a polícia iniciar a busca. “A própria vítima colocou as características do veículo e da apropriação indébita. A publicação chamou a atenção das autoridades”, diz.
O proprietário do caminhão, Roberto Meyer disse ao Jornal Midiamax que já foi contatado pela Polícia Civil e que deve combinar o resgate do caminhão. Segundo ele, o veículo é financiado e o homem que ‘desapareceu’ com o caminhão se apresentou como funcionário do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e inclusive mostrou uma carteira do órgão. O negócio foi realizado em maio e o comprador pediu um tempo para transferir o veículo.
O proprietário deu 60 dias. Como o veículo era financiado, o ele ainda pagou algumas parcelas antes de desaparecer. Após o anúncio feito na Internet para tentar recuperar o veículo, Roberto conta que recebeu várias ligações entre elas, pessoas pedindo dinheiro para dizer onde o caminhão estava. “Só quero recuperar o caminhão, trazer de volta e terminar de pagar. Ainda faltam cinco anos”, diz.
Golpe
A ocorrência de apropriação indébita foi registrada em Santa Catarina. Consta no boletim que a vítima vendeu o caminhão para um homem por R$ 220 mil.
Na negociação, o comprador teria repassado um carro no valor de R$ 50 mil e mais R$ 20 mil em espécie. O restante do pagamento deveria ser realizado posteriormente, conforme o combinado, porém, o acordo não foi cumprido. Além de não ter concluído o pagamento, o ‘novo comprador’ também não fez a transferência do veículo, que deveria ter ocorrido dentro de 120 dias.



