05/11/2014 – Atualizado em 05/11/2014
Por: Douradosnews
Nos quatro primeiros dias do mês de novembro já foram registrados cinco assassinatos em Dourados. Esse número se iguala ao total de crimes do mesmo tipo registrados no decorrer do mesmo mês durante o ano passado.
Paralelo a essa informação, os números mostram que os homicídios na cidade tem crescido. Conforme dados da Polícia Civil, até o final de outubro de 2013 o total de mortes por assassinato era de 47. Neste mesmo período em 2014, esse número já alcança 56, ou seja, um aumento de quase 20%.
Em fevereiro deste ano, o Dourados News havia mostrado em uma reportagem sobre os assassinatos na cidade que naquele mês, uma pessoa era morta no município a cada 60h. veja aqui.
Do total de homicídios registrado este ano, 11 aconteceram nas aldeias, 13 no interior de residências e 32 em vias públicas. Para o delegado regional da Polícia Civil em Dourados, Antônio Carlos Videira, o que tem motivado boa parte desses crimes é o consumo excessivo de bebida alcoólica.
“É notório que esses crimes acontecem aos finais de semana, os autores costumam estar embriagados e os motivos diversas vezes são fúteis”, comentou Videira.
Nos casos ocorridos em vias públicas, o delegado afirma que a motivação geralmente vem de desentendimentos entre os envolvidos que nesse caso costumam ter ligação ao tráfico de drogas.
“Nessa situação os autores e as vítimas costumam estar envolvidos com o tráfico ou já possuem antecedentes criminais, aí tem questões de dívidas e vinganças”, pontuou o delegado.
O índice de esclarecimento dos homicídios ocorridos em Dourados é de 61%. De acordo com dados registrados em 2014, 34 já foram esclarecidos, com 63 pessoas envolvidas presas, indiciadas ou apreendidas.
O delegado afirma que a polícia civil tem trabalhado para prevenir homicídios. “O trabalho de prevenção é essencial, temos feito blitz, fiscalizando as vias, revistando suspeitos. Quanto a repressão é fato que quando reprimimos os autores, evitamos que eles voltem a matar ou que morram vítima de vingança”, destacou Videira.


