22 C
Três Lagoas
quinta-feira, 30 de julho, 2026

Produtores antecipam colheita da soja em 10 dias para driblar seca

06/02/2014 – Atualizado em 06/02/2014

Por: Correio do Estado

Para evitar prejuízos ainda maiores com a seca, os produtores de Chapadão do Sul e região vão antecipar em 10 dias o início da colheita, mesmo sob risco de perder entre 10% e 15% da produtividade, conforme reportagem na edição desta quinta-feira (06) do jornal Correio do Estado. “Estamos sofrendo com a falta de chuvas agora no final do plantio. O jeito é antecipar a colheita, mas tem prejuízo porque os grãos não vão estar totalmente formados para render o que poderiam”, lamenta o presidente do Sindicato Rural do Município, Rudimar Borgelt.

A soja que deveria render, em média, entre 56 e 57 sacas por hectare, terá produção de 52 sacas/ha por conta da colheita precoce, estima Borgelt. O prejuízo entra na conta dos R$ 275 milhões que o Estado deixará de movimentar nesta safra devido à redução de 300 mil toneladas da estimativa inicial de produção recorde – 6,4 milhões de toneladas. Vale ponderar que, ainda assim, a produção total de grãos que deve ser alcançada nesta safra supera em 5,2% a safra anterior.

Borgelt teme que o balanço após o fim da colheita, em março, revele uma média de perdas ainda maior. “Essa semana eu colhi uma parte em que esperava conseguir 55 sacas e só rendeu 50. Tudo por causa da seca”, diz. A região, incluindo Paraíso das Águas e outros municípios, é uma das mais afetadas pela estiagem, de acordo com a Fundação Chapadão. “As regiões que tiveram o plantio mais prococe sofreram no início com a estiagem. As outras estão sofrendo agora com a seca”, explica o presidente da entidade, Adriano Loeff.

Aparecida do Taboado e Paranaíba

As terras dos municípios de Aparecida do Taboado e Paranaíba são o alvo para o próximo passo rumo ao aumento da produção de soja em Mato Grosso do Sul, que nesta safra deve render 6,1 milhões de toneladas. O objetivo é aliar o cultivo de grãos à pecuária, base da economia da região, para gerar mais rentabilidade aos produtores e recuperar as pastagens degradadas.

“Nós queremos diversificar a produção para aproveitar melhor as áreas, aumentar a lucratividade. Hoje, no nosso município, a produção é praticamente só de pecuária, mas temos muita pastagem degradada”, explica o presidente do Sindicato Rural de Paranaíba, Wilberto Antônio Amaral, que conta com cerca de 2 mil pecuaristas. A reportagem é de Paula Vitorino.

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Cassiano Maia destaca avanços em Três Lagoas e prevê Três Lagoas 100% pavimentada

Em entrevista à Toninha Campos, prefeito apresentou balanço do primeiro semestre de gestão, além de anunciar novos investimentos na saúde e em infraestrutura

De joaninhas a microvespas, mais de 153,8 milhões de insetos auxiliam na proteção natural de florestas da Suzano em MS

Programa de Biocontrole da companhia chegou a 177,2 mil hectares de áreas cultivadas beneficiadas em MS, um crescimento de 50% em relação a 2025

Castramóvel segue com os atendimentos no bairro Interlagos nesta semana

A Prefeitura de Três Lagoas segue com os atendimentos do Castramóvel no bairro Interlagos, com ações voltadas à esterilização gratuita de cães e gatos....
error: Conteúdo Protegido