23.7 C
Três Lagoas
quinta-feira, 30 de abril, 2026

Após desastre envolvendo ALL, moradores ficam apreensivos com riscos de novos acidentes

25/11/2013 – Atualizado em 25/11/2013

No dia 19 de março de 2008, o maquinista Husten Rezende Martins, de 48 anos e o operador de produção Walker Oliveira, de 56 anos, que estavam na locomotiva da ALL, morreram na hora em um acidente

Por: Marco Campos

Após o acontecimento em São José do Rio Preto-SP – distante aproximadamente 280 km de Três Lagoas-MS – que chocou o País neste domingo (24) em que matou várias pessoas em um acidente envolvendo uma locomotiva com vagões de milho da Empresa América Latina Logística (ALL), moradores do município sul-mato-grossense ficaram apreensivos com riscos de novos acidentes.

A reportagem da Rádio Caçula ouviu na tarde desta segunda-feira (25) vários moradores da região da NOB e da Rua Custódio Andries, no bairro Santa Terezinha. Os locais ficam ao lado da malha ferroviária que corta Três Lagoas.

“Ficamos com medo sim, porque notamos que as máquinas da empresa já estão antigas e a ferrovia também foi feita há décadas e até hoje não notamos nenhuma mudança para melhorar o tráfego destas máquinas que passa ao lado de nossas casas.”, explicou a moradora I.R.G de 56 anos.

MAIOR ACIDENTE DA HISTÓRIA MATOU TRÊS-LAGOENSES

Esta não é a primeira vez que maquinários da empresa ALL se envolvem em acidente com vítimas fatais. No dia 19 de março de 2008, o maquinista Husten Rezende Martins, de 48 anos e o operador de produção Walker Oliveira, de 56 anos, que estavam na locomotiva da ALL, morreram na hora em um acidente.

Na época, a ALL – que administra a ferrovia desde 2006 – informou que o trem tombou no km 616 por volta de 21h30min daquela noite após passar por um aterro que teria caído sobre os trilhos e por causa do volume excessivo de água na ferrovia, as duas locomotivas e os três primeiros vagões tombaram, matando os funcionários.

EM RIO PRETO-SP

Pelo menos oito pessoas morreram e seis ficaram feridas após o descarrilamento de um trem de carga neste domingo em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Os vagões caíram sobre casas na zona urbana e equipes de resgate ainda procuram vítimas sob os escombros.

O acidente, com dez vagões carregados com milho, aconteceu às 17 horas, no cruzamento entre da Rua Osvaldo Aranha com as Ruas Presidente Roosevelt e Anisio José Moreira, no bairro Jardim Conceição, perto da região central da cidade. No local não há muros entre a linha de trem e os imóveis, que ficam a pouco menos de 20 metros de onde passam as composições.

Segundo relatos de testemunhas, o trem da América Latina Logística (ALL) saiu dos trilhos e avançou sobre as casas que margeiam a estrada de ferro, derrubando quatro delas. Em uma das casas, um grupo de amigos fazia churrasco. Entre os mortos estão uma grávida e uma criança, que chegou a ser socorrida, mas morreu ao dar entrada no hospital.

Empresa – Responsável pelo trem, a ALL informou que ainda está apurando as causas do acidente e se colocou à disposição das autoridades locais para auxiliar na investigação. A empresa lamentou as mortes e disse que prestará assistência às famílias das vítimas.

Região da Rua Custódio Andries no bairro Santa Terezinha em Três Lagoas

Acidente na região de Água Clara em que matou duas pessoas da empresa em 2008Foto: Arquivo RMT On Line

Foto da tragédia que aconteceu neste domingo em Rio Preto-SP

Foto: Amantes da Ferrovia

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

HISTÓRICO: Senado rejeita a indicação feita por Lula para o Supremo Tribunal Federal

Imagem: Agência Brasil O Senado Federal rejeitou a indicação do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).  A votação secreta foi...

Autor de feminicídio em velório pega mais de 33 anos de prisão em Três Lagoas

Julgamento durou mais de 5 horas, réu ficou em silêncio e Justiça destacou frieza do crime para fixar pena em regime fechado

Caso Gilvanda: Acusado de matar ex em velório se cala em depoimento

Pedro Henrique Amaral, réu por feminicídio e tentativa de homicídio, optou por não responder perguntas no Tribunal do Júri nesta quarta-feira, 29