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Cerrar o punho pode ajudar memória, diz pesquisa

Geral – 29/04/2013 – 12:04

Segundo os responsáveis pela pesquisa, cerrar o punho direito por 90 segundos contribui para a formação da memória, enquanto que o mesmo movimento do lado esquerdo auxilia a recuperação dela.

Para comprovar a tese, os pesquisadores analisaram 50 estudantes. Eles descobriram que os pacientes se lembravam mais facilmente das  palavras de uma longa lista quando cerravam os punhos. Os cientistas acreditam que o movimento ativa regiões específicas do cérebro que estão associadas ao processamento da memória.

Segundo a cientista Ruth Propper, da Montclair State University, nos Estados Unidos, que liderou a equipe responsável pela descoberta, o resultado sugere que movimentos simples do corpo podem ajudar a memória ao mudar o modo como as funcionalidades do cérebro são executadas temporariamente.

“Cerrar a mão direita imediatamente antes de aprender uma nova informação e fazer o mesmo com o punho esquerdo imediatamente antes de tentar lembrar-se de algo podem ser benéficos para a memória”, afirmou Propper à BBC News.

Pesquisas anteriores revelaram que cerrar a mão direita ativa o hemisfério esquerdo do cérebro, enquanto fazer o mesmo movimento com o punho esquerdo ativa o hemisfério contrário, o direito.

Os movimentos estão associados às emoções – por exemplo, cerrar o punho direito em momentos de felicidade ou raiva, e o esquerdo com tristeza ou ansiedade.

De acordo com estudiosos, o processamento da memória usa os dois lados do cérebro – o esquerdo seria responsável pela gravação das memórias e o direito, por recuperá-las.

Pesquisas futuras vão tentar descobrir se cerrar os punhos também pode melhorar outros processos mentais, por exemplo, habilidades verbais ou espaciais, e a memória de imagens ou lugares, assim como palavras. No entanto, mais estudos são necessários para que essas evidências possam ser comprovadas. 

Para o professor Neil Burgess, do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade College London, na Inglaterra, uma pesquisa mais ampla deveria ser feita para avaliar o real impacto de um determinado efeito sobre a memória.

Segundo ele, seria preciso, por exemplo, escanear o cérebro dos pacientes para revelar a direção exata do fluxo de sangue no local, ou seja, se a corrente sanguínea segue para o hemisfério direito ou esquerdo.

Fonte: Uol

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