Geral – 20/03/2013 – 08:03
Os ovos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, podem durar até 450 dias sem água, segundo o Instituto Oswaldo Cruz. Os cuidados quanto à limpeza de recipientes e quintais, mesmo após o término da época de chuva, podem garantir que a incidência da doença diminua no próximo ano. Nesse sentido, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), irá fazer uma mobilização no próximo dia 23, sábado, no centro de Campo Grande, levando informações sobre os canais de denúncia de focos do mosquito e sobre os direitos dos pacientes sob suspeita da doença.
Em Mato Grosso do Sul houve aumento de 4.757% nas ocorrências registradas de 2012 para 2013. No período de 30 de dezembro de 2012 a 26 de fevereiro deste ano foram 49.262 notificações . No Brasil, o crescimento foi de 190%. Os dados fazem parte do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde. “Se não cuidarmos da prevenção esse ano, em 2014 a epidemia de dengue será ainda maior. Nossa obrigação é alertar a população a continuar com o dever de casa no combate à dengue durante todo o ano”, aponta o presidente da OAB/MS, Júlio Cesar Souza Rodrigues.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo inteiro. A doença está presente em 100 países, com 550 mil notificações e 20 mil óbitos. A prevenção é apontada pela OMS como a principal arma de combate. Em função do grande tempo de vida dos ovos, a recomendação é a limpeza durante todo o ano dos locais que possam acumular água nos períodos chuvosos. Os ovos ficam grudados nas paredes dos recipientes e por isso os utensílios precisam ser limpos com escova ou palha de aço.
A mobilização de combate à dengue da OAB/MS acontece a partir das 9 horas. O presidente da Seccional, membros da diretoria e um grupo de mais de 50 advogados irá ao centro de Campo Grande para orientar os comerciantes e a população que circula no quadrilátero central da capital sobre os canais de denúncia para os possíveis focos do mosquito, sejam terrenos privados ou públicos, e quanto aos direitos relacionados ao paciente infectado pela doença.
Fonte: Assessoria de Comunicação


