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sábado, 2 de maio, 2026

Disputa pelo comando do Senado em 2027 esquenta e Tereza Cristina ganha novos adversários

Senadora de MS segue entre os nomes cotados, enquanto Rogério Marinho entra no páreo e aliados articulam recondução de Davi Alcolumbre

A corrida pela presidência do Senado para o biênio 2027-2028 já começou a movimentar os bastidores de Brasília e promete uma disputa acirrada. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), apontada nos últimos meses como um dos principais nomes para assumir o comando da Casa, agora enfrenta novos concorrentes e um cenário político mais complexo.

Entre as novidades está a entrada do senador Rogério Marinho (PL-RN), que passou a demonstrar interesse na sucessão. Ao mesmo tempo, aliados do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), intensificaram articulações para tentar mantê-lo no cargo por mais um mandato. O cenário se tornou mais competitivo e imprevisível.

Pelas regras atuais do Senado, não é permitida a reeleição para o mesmo cargo dentro da mesma legislatura. Como Alcolumbre foi eleito em 2025 para comandar a Casa no primeiro biênio, ele estaria impedido de disputar novamente a eleição prevista para fevereiro de 2027. A restrição regimental é hoje o principal obstáculo à recondução.

Diante disso, interlocutores do senador avaliam a possibilidade de alterar o regimento interno para permitir uma nova candidatura. A medida, porém, tende a enfrentar resistência entre parlamentares e pode abrir debate político e jurídico dentro da Casa. Mudanças nas regras podem ampliar a tensão entre os grupos internos.

Enquanto isso, Tereza Cristina mantém articulações para ampliar apoios entre diferentes bancadas. A senadora aposta no histórico como ex-ministra da Agricultura, na boa interlocução política e no diálogo com setores estratégicos da economia nacional. A parlamentar busca consolidar sua força entre aliados e independentes.

A entrada de Rogério Marinho adiciona peso à ala oposicionista e pode dividir votos entre senadores alinhados ao campo conservador. O movimento também eleva o nível da disputa e exige novas negociações partidárias nos próximos meses. A eleição tende a ser decidida nos bastidores.

Em visita recente a Três Lagoas, Tereza Cristina comentou o cenário eleitoral de 2026 e afirmou que, embora não dispute cargo neste ciclo, participará ativamente das articulações políticas. Segundo ela, a prioridade será trabalhar pela reeleição do governador Eduardo Riedel e pelo fortalecimento partidário em Mato Grosso do Sul e no Congresso Nacional. A senadora confirmou atuação intensa nas próximas campanhas.

Questionada sobre a possibilidade de integrar uma futura chapa presidencial como vice, após ter o nome citado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), Tereza disse se sentir honrada, mas afirmou que ainda é cedo para definições. “Vice é uma das últimas escolhas. Essa conversa vai acontecer no momento certo”, declarou em entrevista à 96 Caçula. A parlamentar evitou antecipar decisões nacionais.

Nos bastidores, a avaliação é de que a disputa pela presidência do Senado dependerá do equilíbrio entre alianças partidárias, força regional e possíveis mudanças regimentais. Até 2027, o cenário ainda pode passar por novas reviravoltas. A sucessão segue completamente aberta.

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