Funcionários também demonstraram preocupação com o avanço da terceirização, que comprometeria a segurança dos serviços à população
Servidores do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) aprovaram, em assembleia geral extraordinária, estado de greve, por unanimidade.
Ou seja, a partir de agora, os funcionários concursados do órgão de trânsito podem paralisar a qualquer momento.
Conforme a categoria, o Detran-MS vem passando por um processo de precarização dos serviços. Os recorrentes escândalos de corrupção envolvendo o órgão como a Recurso Privilegiado (2021), Resfriamento (2022), Gravame (2023), Míriade (2023) e a mais recente, a Quarto Eixo (2024), que resultou na prisão da servidora comissionada Yasmin Osório Cabral e do despachante David Cloky Hoffamann Chita, que é réu por fraudes no contexto de outras operações.
Outro ponto de insatisfação da categoria é uma proposta recente feita pela SAD (Secretaria de Administração), que pode limitar o poder de fiscalização do Detran-MS.
A categoria também aprovou a intensificação dos atos de protesto e das denúncias relacionadas às “más condições de trabalho, à precarização dos serviços públicos e ao avanço da terceirização”.
Outro ponto destacado foi a preocupação com o processo de digitalização dos serviços, que estaria sendo conduzido sem a devida segurança, evidenciado por recorrentes denúncias de fraudes envolvendo sistemas e o uso indevido do nome do Detran-MS.
“Não por escolha, mas por necessidade. Por dignidade. Por respeito. O movimento busca dar visibilidade à realidade enfrentada pelos servidores, pais e mães de família, agentes de trânsito e profissionais que atuam diretamente na segurança viária, sob condições inadequadas e com impactos à saúde física e mental”, explica Bruno Alves, presidente do Sindetran MS e da Federação Nacional dos Servidores de Detrans e Agentes de Trânsito Estaduais, Municipais e do Distrito Federal (Fetran).
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