Transferência do educador para Campo Grande gerou apelo de vereador na tribuna, na sessão do último dia 30 de janeiro em Três Lagoas.
A transferência do mestre Armando Catrana para Campo Grande gerou forte repercussão em Três Lagoas e mobilizou vereadores durante na 2° Sessão Extraordinária na Câmara Municipal no último dia 30 de janeiro. O tema foi levado ao plenário pelo vereador Marco Silva (Progressistas), que destacou a comoção popular diante da saída do educador, reconhecido pelo trabalho social desenvolvido ao longo de décadas no município.
Em sua fala, o parlamentar ressaltou o impacto do mestre na vida de crianças e jovens, especialmente na região da Vila Piloto, onde atuou diretamente na formação de gerações. Segundo ele, o legado construído por Catrana vai além da educação, envolvendo transformação social e resgate de vidas. “A gente sabe da comoção popular. Quantos jovens não ajudou a resgatar? É um trabalho bonito, excepcional, que precisa ser reconhecido”, afirmou o vereador durante a sessão.
A manifestação ganhou apoio imediato dentro da Casa. O presidente da Câmara, Antônio Empke, o ‘Tonhão’ (PSDB), elogiou a iniciativa e reforçou a importância histórica do mestre para o município. Ele lembrou, inclusive, que Armando Catrana já recebeu o título de cidadão três-lagoense e destacou a dimensão do trabalho realizado. “Ele cuidava de mais de mil crianças. Um homem sozinho atendendo mais de 1% da população da cidade na época. É um legado inquestionável”, pontuou.
Diante da repercussão, os vereadores discutem a elaboração de um documento oficial, que deve ser encaminhado às autoridades responsáveis pela decisão, em um apelo para que o educador permaneça em Três Lagoas. A transferência, segundo informado, atende a determinações institucionais, mas a mobilização busca sensibilizar os responsáveis, destacando a relevância do trabalho desenvolvido no município.
Paralelamente, uma visita organizada de forma espontânea reuniu quatro gerações impactadas pela atuação do mestre no Centro Juvenil, evidenciando a dimensão do vínculo construído com a comunidade ao longo dos anos.
O caso segue repercutindo na cidade e deve continuar em pauta nas próximas sessões, com expectativa de novos desdobramentos por parte do Legislativo e da sociedade civil.


