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segunda-feira, 29 de junho, 2026

MS tem renda domiciliar per capita acima da média nacional em 2025

Dados da IBGE mostram ainda segunda menor taxa de desocupação do país e recorde histórico no Estado

Mato Grosso do Sul registrou, em 2025, rendimento mensal domiciliar por pessoa acima da média nacional. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 27, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.

No Estado, a renda média por pessoa foi de R$ 2.454, superando a média brasileira, que ficou em R$ 2.316. O desempenho coloca Mato Grosso do Sul à frente de unidades da federação como Goiás (R$ 2.407), Minas Gerais (R$ 2.353) e Mato Grosso (R$ 2.335).

No topo do ranking nacional aparece o Distrito Federal, com rendimento médio de R$ 4.538 por pessoa, seguido por São Paulo (R$ 2.956) e Rio Grande do Sul (R$ 2.839). Já os menores rendimentos foram registrados no Maranhão (R$ 1.219), Ceará (R$ 1.390) e Acre (R$ 1.392).

O cálculo da renda domiciliar per capita considera o total dos rendimentos nominais da residência dividido pelo número de moradores, incluindo rendimentos de trabalho e outras fontes, como aposentadorias e pensões.

Além do bom desempenho na renda, Mato Grosso do Sul encerrou 2025 com a segunda menor taxa de desocupação entre as Unidades da Federação e o menor índice desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.

No quarto trimestre de 2025, o Estado contabilizou 2,29 milhões de pessoas em idade para trabalhar, 43 mil a mais que no mesmo período de 2024. Desse total, 1,43 milhão estavam ocupadas e apenas 36 mil desocupadas, resultando em taxa de desocupação estimada em 2,4%, queda de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

O valor médio real mensal do trabalho principal em Mato Grosso do Sul foi de R$ 3.581 no quarto trimestre de 2025, mantendo estabilidade em comparação ao trimestre anterior (R$ 3.482). Com esse resultado, o Estado ocupa a 9ª posição no ranking nacional de rendimento médio habitual do trabalho principal.

Nesse indicador, o maior valor foi registrado no Distrito Federal (R$ 6.053), seguido por São Paulo (R$ 4.221). O menor rendimento foi observado no Maranhão (R$ 2.078), seguido pela Bahia (R$ 2.267).

Dos 1,43 milhão de ocupados no Estado no período analisado, 441 mil trabalhavam em condição de informalidade. O número representa queda de 1,6%, ou 7 mil pessoas a menos, em comparação ao trimestre anterior, quando 448 mil estavam nessa condição.

Os dados reforçam o cenário de estabilidade econômica e avanço no mercado de trabalho sul-mato-grossense, acompanhando a evolução da força de trabalho monitorada pela Pnad Contínua desde 2012.

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