Dados federais apontam avanços na atenção básica e estabilidade em outros setores da saúde, enquanto programa de medicamentos registra queda em relação a 2023
Dados divulgados pelo Governo Federal mostram um cenário de avanços e estabilidade em diferentes áreas da saúde pública em Mato Grosso do Sul. Entre os principais destaques está o crescimento do Programa Mais Médicos, que quase dobrou o número de profissionais no Estado nos últimos anos. Em contrapartida, o Programa Farmácia Popular registrou redução no número de beneficiários quando comparado a 2023.
Segundo os números oficiais, Mato Grosso do Sul passou de 181 médicos atuando no Mais Médicos em 2022 para 357 profissionais em 2025. A ampliação contribuiu para o fortalecimento da atenção primária, redução do tempo de espera por atendimentos, uso do prontuário eletrônico do SUS e avanços importantes na saúde indígena.
Outros indicadores da área da saúde também apresentaram mudanças pontuais. O número de agentes comunitários de saúde teve crescimento leve, passando de 4,1 mil em 2022 para 4,3 mil em 2025. Já os agentes de combate às endemias permaneceram estáveis, com cerca de 1,3 mil profissionais desde 2022.
Houve ainda aumento no número de Unidades Básicas de Saúde custeadas pelo Governo Federal. O Estado contava com 609 UBS em 2022 e chegou a 642 unidades em 2025. Programas de atenção especializada também registraram crescimento, passando de 31 para 37 entre 2022 e 2025, com a criação de seis novos Centros de Atenção Psicossocial apenas em 2023.
Por outro lado, a estrutura de pronto atendimento não apresentou mudanças. As Unidades de Pronto Atendimento mantiveram o mesmo número ao longo do período, com dez UPAs em funcionamento no Estado desde 2022.
Apesar do desempenho positivo ou estável em diversos indicadores, o Programa Farmácia Popular apresentou queda no número de beneficiários. Em 2022, foram registrados 185,1 mil usuários, número que subiu para 226,2 mil em 2023, mas caiu para 193,3 mil em 2024. Em 2025, houve recuperação parcial, com 201,6 mil beneficiários, ainda abaixo do pico registrado dois anos antes.
Os dados reforçam que, embora a saúde pública em Mato Grosso do Sul tenha avançado em áreas estratégicas, especialmente na atenção básica, alguns programas ainda enfrentam desafios para retomar níveis anteriores de atendimento à população.
Com informações Jornal Midiamax


