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domingo, 21 de junho, 2026

Salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor em todo o país

Reajuste de 6,79% representa aumento de R$ 103 em relação ao valor pago em 2025

O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, passou a valer a partir desta quinta-feira (1º) em todo o território brasileiro. O valor representa um reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103 a mais do que o piso de 2025, que era de R$ 1.518.

O aumento foi oficializado após divulgação do Ministério do Planejamento e Orçamento e ficou abaixo das projeções iniciais do governo federal. Em novembro de 2025, a expectativa era de que o salário mínimo chegasse a R$ 1.627, valor que já havia sido reduzido em relação à primeira estimativa, de R$ 1.631.

Segundo o governo, o reajuste menor está diretamente ligado ao comportamento da inflação, um dos principais componentes da fórmula de correção do piso salarial. Com a desaceleração nos preços de produtos e serviços ao longo do ano, a expectativa foi de uma inflação menor, o que impactou o cálculo final.

O valor definitivo foi definido após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador utilizado para o reajuste anual do salário mínimo. Para 2026, a regra prevê duas correções: a primeira corresponde ao INPC acumulado em 12 meses até novembro de 2025, que foi de 4,18%. A segunda considera o crescimento do Produto Interno Bruto de dois anos antes, no caso, 2024, quando a economia brasileira registrou expansão de 3,4%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

De acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, o novo salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia, impulsionando renda, consumo e arrecadação, mesmo em um cenário de maior controle fiscal.

Com a nova política de valorização, em vigor desde o arcabouço fiscal de 2024, o reajuste continua considerando a inflação e o crescimento econômico, mas o ganho real está limitado a um teto que varia entre 0,6% e 2,5% ao ano, de forma a reduzir o impacto nas contas públicas. O salário mínimo é referência para diversas despesas obrigatórias, como aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada.

A estimativa do governo é de que a nova regra de correção gere uma economia de R$ 15,3 bilhões nos anos de 2025 e 2026, mantendo o equilíbrio entre a valorização da renda dos trabalhadores e a responsabilidade fiscal.

Com informações do Correio do Estado

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