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Londres abre em fevereiro edifício mais alto da Europa

Internacional – 14/01/2013 – 08:01

Para os defensores, é um toque de modernidade numa metrópole que soube crescer sem destruir sua história. Para os críticos, um monumento ao mau gosto arquitetônico que vai deixar o centro de Londres com ares de Dubai.

Depois de uma longa polêmica até a liberação da obra, a capital britânica ganhará no dia 1º um novo ponto turístico às margens do Tâmisa: o topo do Shard, o prédio mais alto da União Europeia, com 310 metros e 72 andares.

O edifício foi inaugurado parcialmente em julho de 2012, mas só agora abrirá a cobertura com vista de 360 graus para toda a capital britânica. O lugar promete virar passagem obrigatória para visitantes e moradores que não sofrem de medo de altura.

Bancado com petrodólares da monarquia árabe do Qatar, o Shard (caco, em inglês) é uma gigantesca pirâmide de vidro com topo irregular, que lembra uma garrafa quebrada em briga de botequim.

O resultado faz jus à classificação de arranha-céu: as pontas afiadas parecem furar as nuvens, quando o “fog” londrino não as encobre.

 

Luke Macgregor/Reuters

 

Funcionário observa a vista do topo da torre Shard, em Londres; prédio será aberto em fevereiro

O arquiteto italiano Renzo Piano, que projetou o centro Georges Pompidou, em Paris, disse ter se inspirado nas formas de um mastro de navio.

Não convenceu especialistas em patrimônio da Unesco, que viram risco ao entorno de bens tombados. A entidade English Heritage comparou o prédio a um espinho cravado no coração histórico de Londres e tentou barrá-lo na Justiça, mas foi derrotada.

Gostando-se ou não da arquitetura, o topo do Shard oferece uma vista inigualável de Londres. Sua altura é mais de duas vezes superior à da roda-gigante London Eye.

Depois de dois lances de elevadores, o visitante chega ao 68º andar, onde a vista se descortina pela primeira vez através de paredes de vidro. De lá, o Big Ben e os ônibus de dois andares parecem suas próprias miniaturas vendidas em lojas de souvenir.

Doze telescópios digitais ajudam a identificar os marcos da cidade, dos prédios históricos do outro lado do rio a pontos mais distantes, como o Parque Olímpico.

Quatro andares acima, a vista reaparece sem a blindagem total dos vidros, permitindo sentir o vento e os ruídos da metrópole lá embaixo.

O passeio custará 24,95 libras (cerca de R$ 80), e o turista vai precisar de sorte. Numa cidade famosa pelo mau tempo, quem subir com chuva não terá garantia de reembolso. Os organizadores dizem que a visão só ficará completamente comprometida cinco dias por ano.

Fonte: Folha de São Paulo

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