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sexta-feira, 13 de fevereiro, 2026

MS registra queda nas mortes por hepatites B e C, mas testagem e tratamento ainda preocupam

Dados do novo Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, divulgado pelo Ministério da Saúde, mostram que Mato Grosso do Sul teve queda expressiva no número de mortes causadas por hepatites B e C nos últimos dez anos. Entre 2014 e 2024, os óbitos por hepatite B caíram 72%, passando de 11 para 3. Já as mortes por hepatite C diminuíram 67%, de 31 para 10.

Apesar do avanço, o ministério alerta para a necessidade de ampliar a testagem e o acesso ao tratamento, especialmente no caso da hepatite B. Neste mês de julho, dedicado à conscientização sobre as hepatites virais, a campanha “Um teste pode mudar tudo” reforça a importância do diagnóstico precoce e do início do tratamento.

O número de casos confirmados de hepatite B também caiu: foram 23 registros em 2013 contra apenas 5 em 2023. Por outro lado, os casos de hepatite C seguem elevados. Em 2024, foram confirmados 178 casos no Estado, acima da média da última década.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o SUS oferece vacinas, testes rápidos e terapias eficazes. “Desde a implementação dos testes rápidos, avançamos no enfrentamento das hepatites virais. É importante reforçar que temos recursos disponíveis e orientação clara sobre o tratamento”, destacou.

Para melhorar o controle da doença, o Ministério da Saúde lançou uma plataforma de monitoramento, inspirada na estratégia de combate ao HIV, que mostra o número de pessoas diagnosticadas, quantas iniciaram o tratamento e o tempo médio de acompanhamento por estado e município.

Em Mato Grosso do Sul, os dados mostram que, em 2024, 1.118 pessoas foram indicadas ao tratamento da hepatite B, mas apenas 430 iniciaram o acompanhamento. Para a hepatite C, das 130 pessoas indicadas, 96 iniciaram o tratamento. Em nível nacional, os índices também indicam que menos da metade dos pacientes com hepatite B começaram a se tratar.

A ampliação da testagem e o incentivo ao tratamento seguem como desafios centrais para o controle das hepatites virais no país.

Com informações Campo Grande News

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