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segunda-feira, 16 de fevereiro, 2026

Ferramenta de IA auxilia diagnóstico de epilepsia causada por displasia cortical focal

Pesquisadores internacionais desenvolveram uma ferramenta baseada em inteligência artificial (IA) capaz de identificar lesões cerebrais associadas à displasia cortical focal, uma das principais causas de epilepsia refratária a medicamentos, difícil de diagnosticar. A pesquisa foi publicada na JAMA Neurology.

A displasia cortical focal é uma malformação no córtex cerebral que dificulta o tratamento com anticonvulsivos, tornando a cirurgia a única alternativa viável. Contudo, as lesões associadas a essa condição são muitas vezes sutis e difíceis de identificar. Utilizando técnicas de aprendizado de máquina e análise de ressonância magnética de 1.185 participantes, incluindo 703 com a condição e 482 controles, a ferramenta MELD Graph conseguiu detectar 64% das anomalias cerebrais não percebidas por médicos radiologistas.

A MELD Graph pode beneficiar mais de 4 milhões de pessoas mundialmente que convivem com essa forma de epilepsia. O desenvolvimento da ferramenta foi liderado por pesquisadores do King’s College London e do University College London, com imagens de ressonância magnética fornecidas por 23 centros de pesquisa em epilepsia ao redor do mundo, incluindo o Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia (BRAINN).

De acordo com Clarissa Yasuda, professora da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp), a ferramenta pode acelerar o diagnóstico e melhorar a qualidade de vida de pacientes, que frequentemente sofrem de crises epilépticas diárias não controladas por medicamentos. Luca Palma, do Bambino Gesù Children’s Hospital, na Itália, relatou que a MELD Graph identificou uma lesão cerebral em um menino de 12 anos que não havia sido detectada por radiologistas, mostrando o potencial da IA para planejar cirurgias com mais precisão.

Além de aprimorar os tratamentos, a ferramenta também oferece novos insights sobre a displasia cortical focal, ajudando a entender suas origens e padrões, segundo o professor Fernando Cendes, coordenador do BRAINN.

Com informações CNN Brasil

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