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quinta-feira, 12 de fevereiro, 2026

Energia solar no Brasil: investimentos, crescimento e desafios

Desde 2012, a energia solar no Brasil atraiu investimentos de R$ 229,7 bilhões e arrecadou R$ 71 bilhões para os cofres públicos, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Além disso, essa fonte de energia evitou a emissão de 60,6 milhões de toneladas de gás carbônico no país.

Recentemente, o Brasil superou a marca de 50 gigawatts (GW) de potência instalada operacional de energia solar, tornando-se o sexto país a atingir essa marca, juntamente com Estados Unidos, China, Alemanha, Índia e Japão. A energia solar agora representa 20,7% da capacidade instalada da matriz elétrica brasileira, ficando atrás apenas da energia hidrelétrica.

No entanto, o mercado de energia solar no Brasil enfrentou mudanças significativas após a publicação da Resolução Gecex nº 666, que alterou as regras do Imposto de Importação para módulos fotovoltaicos, elevando a alíquota de 9,6% para 25%. Essa mudança aumentou os custos dos equipamentos importados, afetando a viabilidade econômica de muitos projetos solares.

A nova taxação desestimula investimentos e compromete o crescimento da energia solar, aumentando os custos dos projetos e dificultando o acesso a equipamentos essenciais para a geração de energia. Integradores enfrentam desafios financeiros, e os consumidores finais podem sofrer com preços mais altos e prazos de entrega mais longos. O governo federal justificou o aumento alegando que a mudança estimulará o crescimento econômico, gerará empregos e reduzirá a dependência de produtos importados. No entanto, a produção local ainda não consegue atender à alta demanda.

A energia solar no Brasil é uma necessidade urgente, considerando a vasta extensão territorial e as condições climáticas favoráveis. O aumento do Imposto de Importação pode limitar o avanço de novos projetos e a expansão do setor, que vinha crescendo rapidamente devido aos investimentos em geração distribuída e centralizada.

Para reduzir esses efeitos, é essencial que o governo e as empresas colaborem para criar políticas que incentivem a produção nacional dos insumos necessários para a geração de energia solar, garantindo um futuro mais sustentável e inclusivo para todos.

Com informações Correio do Estado

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