33.3 C
Três Lagoas
domingo, 11 de outubro, 2026

USP de Ribeirão Preto cria remédio para tratamento da hemofilia

Saúde – 26/10/2012 – 14:10

Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto (SP) desenvolveram um medicamento inédito no país que pode garantir mais qualidade de vida a pacientes com hemofilia, doença que prejudica a coagulação do sangue e torna qualquer tipo de ferimento um risco de vida. Após uma série de testes bem sucedidos em ratos, o Hemocentro, ligado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da universidade, descobriu um método capaz de produzir em laboratório, e com o uso de células humanas, o “Fator VIII”, substância que controla hemorragias não encontrada nos hemofílicos.

Um componente similar, também criado por engenharia genética, é fabricado apenas na Europa e na América do Norte. A maior parte dos brasileiros depende de remédios importados da França e da Itália ou de um método que extrai a substância do plasma no sangue.

A descoberta da USP pode garantir a autossuficiência do Brasil, que segundo o Ministério da Saúde, gastou R$ 522 milhões nas importações do Fator VIII em 2011, além de diminuir a dependência por doações de sangue para a obtenção de plasma e permitir seu uso de forma preventiva com doses semanais, segundo o professor Dimas Tadeu Covas, coordenador do estudo.

“Isso pode ser feito em uma grande escala para atender as necessidades dos pacientes”, afirmou o pesquisador, após obter resultados positivos com camundongos modificados geneticamente que tinham hemofilia. Depois de os ratos ingerirem o novo Fator VIII, eventuais sangramentos provocados neles foram rapidamente estancados. “O produto que desenvolvemos tem o mesmo desempenho ou até mesmo superior em algumas situações. Então se mostrou efetivo na proteção desses ratinhos”, disse.

O próximo passo antes de tornar o Fator VIII disponível para o tratamento de hemofílicos é testá-lo em humanos e conseguir apoio financeiro para sua produção em ampla escala, de acordo com Covas.

Para suprir a demanda de pacientes no país e exportar o medicamento, a USP estima um investimento inicial de US$ 60 milhões (R$ 121,2 milhões). “O objetivo futuro é ter esse fator em grande quantidade para que esse tratamento seja possível em um custo mais acessível”, afirmou.

O Ministério da Saúde informou que já está discutindo a produção industrial do novo coagulante, mas mantém as negociações em sigilo.

Fonte: Do G1 / Divulgação

Deu na Rádio Caçula? Fique sabendo na hora!
Siga nos no Google Notícias (clique aqui).
Quer falar com a gente? Estamos no Whatsapp (clique aqui) também.

Veja também

Mato Grosso do Sul completa 49 anos de história, belezas e orgulho de sua gente

Neste 11 de outubro de 2026, Mato Grosso do Sul celebra 49 anos de criação, marcados por uma história de conquistas, desenvolvimento e orgulho...

Professor e alunos transformam muro de escola em mosaico com 150 mil tampinhas

Um projeto de arte desenvolvido em uma escola municipal de Guaraniaçu, no Paraná, transformou um muro da instituição em um grande mosaico colorido feito...

Feira Central de Três Lagoas fica lotada no Dia das Crianças

A Feira Central de Três Lagoas ficou lotada no sábado (10 de outubro), durante a programação especial em comemoração ao Dia das Crianças. O...
error: Conteúdo Protegido